Revelamos histórias peculiares e inéditas dos profissionais de turismo vividas durante uma viagem e agora contadas na primeira pessoa.
Luís Santos, diretor comercial dos Turim Hotels
Estava em Abu Dhabi à conversa com o gerente de um operador turístico com quem trabalhávamos, quando de repente ele perguntou-me:
– Luís, é a primeira vez que cá está? Não conhece então nada do país, pois não?
Respondi: “Não, não conheço e, sim, é a primeira vez que estou em Abu Dhabi”.
Perante a minha resposta, faz-me um convite: “Então, amanhã, sexta-feira, (fim de semana para os muçulmanos), vamos buscar-te ao hotel e vens passear connosco até ao deserto”.
O que poderia eu dizer perante tão gentil convite, formulado por uma equipa dez estrelas ? “Sim. Vou”.
Eram cerca das 07h30m da manhã quando partimos em direção ao deserto. Jeeps que mais pareciam chaimites, com pneus da largura de um tronco humano e lá fomos todos areia dentro…
Jamais imaginaria o que o “petróleo” pode fazer. Quem diz que o deserto (daquele país) é só areia, é mentira. Sei que passadas algumas horas, estávamos numa outra grande cidade. Al Ain, a 2ª cidade de Abu Dhabi. Mal sabia eu onde estava. Lembro-me de ter-lhes perguntado: – “Se eu quisesse voltar para trás, onde é que eu/nós estamos. Riram-se. “Não voltas. Estamos ao lado da fronteira de Abu Dhabi com Oman”. “Ok”, disse eu, e rimo-nos. “Então espero e regresso convosco”, retorqui. Chegámos já perto da meia-noite, tendo entretanto tido a oportunidade de vivenciar um dos mais bonitos Pôr-do-Sol até aos dias de hoje. Um Pôr-do-Sol em autêntico deserto árabe.



