Terça-feira, Maio 21, 2024
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Airbnb anuncia a proibição definitiva de festas: em Portugal caíram 15% num ano

A Airbnb lançou um plano integral para este verão para manter segura a comunidade de viajantes e anfitriões na Airbnb em Portugal. Este plano inclui a proibição de festas – iniciada no verão de 2020 e agora assumida como definitiva nas políticas de alojamento da plataforma -, e o reforço dos canais de apoio aos vizinhos e comunidades.

No final de 2019, a Airbnb começou a reforçar as medidas e proibiu as festas de “convite aberto” (ou seja, as que eram anunciadas nas redes sociais) e proibiu os anúncios que estavam especialmente posicionados para acolher festas numa base recorrente. Quando chegou a pandemia, a Airbnb anunciou uma proibição total como medida “em interesse da saúde pública”. Com o tempo, esta proibição tornou-se uma política fundamental de apoio aos anfitriões e vizinhos, pelo que a Airbnb decidiu que a partir de hoje esta proibição fica consolidada nas políticas de alojamento da plataforma.

A plataforma informa, em comunicado de imprensa, que comprovou existir uma correlação direta entre a implementação da política em agosto de 2020 e as denúncias de festas, que em Portugal caíram 15% num ano. A política de proibição temporária de festas anunciada no verão de 2020 incluía um limite de ocupação de 16 pessoas, medida que foi motivada principalmente por preocupações com a covid-19 em relação a grandes reuniões de pessoas. Como parte da política atualizada, e com base nos comentários de vários anfitriões que têm alojamentos que podem acomodar mais de 16 pessoas, a Airbnb irá remover este limite.

No seu lançamento de verão de 2022, a Airbnb apresentou as novas categorias disponíveis na plataforma, destacando vários tipos de casas maiores que, por definição, são capazes de acomodar confortavelmente e em segurança mais de 16 pessoas. Alojamentos como estes prosperam no acolhimento de viagens familiares e grupos maiores, e a remoção deste limite destina-se a permitir que esses anfitriões utilizem o espaço nas suas casas de forma responsável, cumprindo ao mesmo tempo a proibição da Airbnb de festas incivilizadas.

A regra continuará a prever graves consequências para os hóspedes que tentem violar estas políticas, desde a suspensão da conta até à remoção completa da plataforma. Em 2021, mais de 6.600 anfitriões em todo o mundo foram suspensos por tentarem violar a proibição de festas.

Tecnologia de reservas de alto risco

Para ajudar a combater festas e outros distúrbios para a vizinhança, a Airbnb lançou em Portugal, em novembro de 2021, a sua Tecnologia de Reservas de Alto Risco. Esta tecnologia visa melhorar a capacidade da Airbnb de bloquear tentativas de reservar estadias que possam apresentar um risco elevado de certos tipos de festas perturbadoras, e ajudar a detê-las antes de começarem, considerando uma série de fatores em relação a determinadas reservas, como a data e a duração.

Apoio aos vizinhos e às comunidades locais

De modo a oferecer aos vizinhos uma linha direta de comunicação para a Airbnb para comunicar preocupações urgentes sobre um anúncio ou comportamentos de hóspedes na sua comunidade local, a Airbnb lançou a linha de Apoio ao Bairro em português. Esta linha tem como objetivo abordar tanto os distúrbios imediatos, tais como uma festa não autorizada em curso, como também possíveis questões a longo prazo ou recorrentes na comunidade. O serviço é operado pela Airbnb e permite aos vizinhos apresentar queixas sobre um anúncio através de um formulário online.

Deteção de ruído

Com o objetivo de promover o alojamento responsável, no final de 2021 a Airbnb lançou um programa em que distribui detetores de ruído pelos anfitriões em Lisboa. Através deste programa, um grupo de anfitriões de alojamentos inteiros em Lisboa poderá subscrever gratuitamente durante 12 meses o sistema de monitorização de ruído da Roomonitor.

Se os níveis de ruído excederem o limite estabelecido pelo anfitrião, poderão receber uma chamada e um alerta no seu telemóvel. Desta forma, a Airbnb defende que os dispositivos ajudam “a prevenir, monitorizar e resolver problemas de ruído, e facilitam uma mediação inicial com os hóspedes, tudo isto respeitando a privacidade, uma vez que os dispositivos não gravam nem transmitem nada para além dos níveis de ruído”.

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