Quarta-feira, Outubro 5, 2022
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Airmet espera que a recuperação chegue já este ano

Apesar de estar ainda com uma quebra de 25 a 30% em volume de faturação face a 2019, o grupo de gestão de agências de viagens Airmet espera que a recuperação aconteça já este ano.

De acordo com Luís Henriques, diretor geral do rede, nota-se, no entanto, um aumento da receita por parte das agências, justificado pelo facto do consumidor valorizar, atualmente, outros fatores além do preço. “Há outro tipo de fatores que são, neste momento, muito importantes para o consumidor. Há uns anos, o preço era talvez o fator mais importante, neste momento há outros fatores mais importantes que permitiram às agências conseguir conquistar algum mercado”, afirmou o responsável, numa conferência de imprensa, à margem da 18º Convenção da Airmet, que decorreu até este domingo, dia 1 de maio, no Hotel NAU Salgados Palace, no Algarve.

Por outro lado,o responsável da Airmet constata outra mudança: “Em 2019, havia mais orçamentação e não tanta concretização, agora diria que as vendas são mais efetivas”.

Luís Henriques espera que a retoma aconteça em 2022, algo que só não sucedeu ainda por causa dos primeiros meses do ano: “Os meses de janeiro a março não nos permitiram chegar aos volumes de 2019, se não acredito que já estávamos lá”.

O responsável sublinhou que o mercado português está a comportar-se bastante bem e está com uma grande dinâmica”. O início da guerra na Ucrânia levou a “uma ligeira quebra nas primeiras duas semanas do conflito”, no entanto, o mercado “já normalizou”. “Se comparamos com 2019, nesta altura já teríamos partidas de alguns charters esgotadas, e neste momento há disponibilidade em quase todas elas. Também acreditamos que as operações charters não se vão manter todas, principalmente em alguns destinos. Acredito vai ser um ano muito bom e de uma retoma que também se espera que seja importante para o setor”, considerou o responsável.

Sobre quais os destinos que serão mais vendidos, Luís Henriques não perspetiva grandes alterações face ao habitual no mercado português. “Os destinos de charter são os mais apetecíveis”, constatou, referindo, no entanto, que “há muita oferta no mercado, como para a Tunísia e para as Caraíbas”. “Penso que o Senegal vai ser interessante, porque tem um preço muito atrativo”, acrescentou.

Em 2022, a Airmet planeia voltar a fazer campanhas de marketing, à semelhança do que aconteceu no ano passado, como explicou Adriana Fragoso, responsável pelo marketing do grupo. “2021 foi o primeiro ano em que começámos a fazer um plano de campanhas, não só com o Turismo da Madeira, mas também com operadores, e preparámos materiais gráficos para que as agências pudessem utilizar. A aposta no digital é crucial, e muitas agências não têm a possibilidade de ter um departamento de marketing, que fizesse esse trabalho. Considerámos que podíamos criar valor nesse sentido. O Turismo da Madeira foi a primeira região de turismo com a qual negociámos. Este ano vamos repetir e queremos fazer com outras regiões de turismo e com alguns parceiros”.

Uma das novidades este ano é a realização de Open Days em setembro e outubro, com várias ações de formação em Lisboa e no Porto .”Não vamos fazer aquelas formações normais, dos parceiros a falarem dos produtos, mas sim uma formação de destinos. Ou seja, num dia dedicado por exemplo às Grandes Viagens, teremos operadores a falarem de diferentes destinos. É uma formação de destino e não de operador”.

A convenção da Airmet decorreu entre 29 de abril e 1 de maio, contando com a presença de 280 participantes no total dos três dias, entre agentes de viagens da rede e fornecedores.

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