Sábado, Julho 13, 2024
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Airventure próxima de superar 100M€ em BSP e prevê encerrar o ano com 20 sócios

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A Airventure, uma sociedade de agências IATA independentes que iniciou operações em janeiro de 2023, projeta encerrar este ano com 20 sócios, revelou João Fernandes, Acting General Manager da Airventure. A empresa, atualmente composta por 13 sócios, fechou o ano passado com um BSP de aproximadamente 95 milhões de euros. “Este ano vamos ultrapassar os 100 milhões de euros, sem nenhuma dificuldade”, enfatizou o responsável. Ao atingir este marco, a Airventure consolidará a sua posição “como um dos principais grupos neste modelo em Portugal”.

Atualmente, o grupo conta com 13 sócios e encerrou o ano de 2023 com um BSP na ordem dos 95 milhões de euros, “o que, para o primeiro ano, nos parece bastante bom”, sublinhou. O BSP representa o valor global das transações financeiras, incluindo a emissão e pagamento de bilhetes, processadas através deste sistema ao longo do período mencionado.

“Temos boas perspectivas para este ano. O grupo ultrapassará, de certeza, os 100 milhões de euros, sem nenhuma dificuldade”, revelou o responsável, durante uma conferência de imprensa que decorreu esta sexta-feira, 19 de janeiro. João Fernandes explicou que o crescimento da Airventure ocorre organicamente com a adesão de novos parceiros, destacando que “cada membro adiciona o seu volume de BSP ao total do grupo”.

“A Airventure tem uma estrutura diferente dos outros grupos. Não somos propriamente um grupo de gestão, somos constituídos por sócios. Todos contribuem de forma igual para as decisões do grupo”, esclareceu.

Apesar da intenção inicial de um crescimento mais acelerado, João Fernandes apontou os requisitos financeiros como o principal desafio para a entrada de novas agências. “Pretendemos transmitir uma imagem de estabilidade ao mercado e demonstrar que somos financeiramente sólidos”, afirmou.

Perspectivas para 2024: Encerrar o ano com 20 sócios

Ao abordar as perspetivas para 2024, o diretor indicou a entrada iminente de dois novos sócios na empresa. “O objetivo para 2024 será encerrar o ano com cerca de 20 sócios”, afirmou. “O projeto já está em andamento há um ano, e estamos em pleno crescimento”, esperando que 2024 seja “o ano de consolidação do grupo”.

No que diz respeito ao consenso entre os membros, João Fernandes destacou a preocupação em manter a equidade nas decisões, mesmo com a adição de novos membros. “O objetivo nunca será atingir as 400 agências IATA, mas gostaríamos de ter um grupo estabilizado, com não mais do que 30 agências, diria eu. Tentamos garantir equidade nas decisões, com todas a partir de uma base consensual”, acrescentou.

O objetivo principal da Airventure é “melhorar às agências IATA as condições de GDS e acordos com as companhias aéreas. Nesse sentido, para que as companhias aéreas nos consigam proporcionar as melhores condições, temos que construir um grupo forte e sólido”.

“Por esse motivo, somos mais criteriosos e exigimos mais garantias aos interessados que querem entrar”, explicou o responsável, sublinhando que exigem garantias financeiras “que todos têm de cumprir, é algo de que não abdicamos”. João Fernandes destacou que isso melhora as capacidades de negociação com os parceiros e Airventure pretende que “todos estejam em condições equivalentes dentro do grupo”.

O diretor-geral também ressaltou que “uma agência que se junta à Airventure, junta-se à Airmet. Não é exatamente uma obrigatoriedade, mas a Airmet é o nosso parceiro para os acordos de lazer”.

Em relação aos dividendos para as agências, o responsável destacou melhorias substanciais nos acordos de GDS e com as companhias aéreas, embora os dividendos específicos ainda estejam a ser apurados. “Todas as agências melhoraram substancialmente os acordos que tinham, quer de GDS, quer de companhias aéreas. Ainda estamos a apurar os dividendos”, afirmou.

A Airventure conta com 15 acordos com companhias aéreas

Neste momento, a empresa conta com 15 acordos com companhias aéreas. “A recetividade pelas companhias aéreas tem sido excelente. Temos acordos com as 15 principais companhias aéreas do mercado, e que são representativas do BSP em Portugal. A TAP é o principal parceiro, mas posso também destacar acordos com a Emirates, Qatar Airlines, SATA, AirFrance-KLM, Turkish Airlines, AirEuropa, entre outras”.

Sobre os resultados financeiros, João Fernandes esclareceu: “O objetivo da Airventure não é ter lucro, temos um orçamento base zero. Tudo o que recebemos, fruto dos acordos e da produção, é distribuído por todos os sócios. Não é objetivo da Airventure ter lucros. Nesta fase, o propósito é passar todas as comissões aos sócios”.

A estrutura acionária da empresa foi explicada pelo resposável, com a Airmet a deter 50,1% e os restantes sócios 49,9%. “Todos os sócios entram no capital social da empresa. O grupo também dispõe de um fundo de garantia para onde todos contribuem e há uma mensalidade, é um valor fixo, que é igual para todos”, explica.

Finalmente, a Airventure planeia realizar uma mini-convenção durante a próxima convenção da Airmet, embora a data e o local ainda não tenham sido revelados.

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