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Airventure tem mais quatro sócios

A Airventure, uma organização composta exclusivamente por agências de viagens IATA em Portugal, e que iniciou a sua atividade em janeiro de 2023, tem mais quatro sócios. Aos seis sócios fundadores (Airmet, Consolidador.com, agência Gomes Alves, Tropical Season, LeiriViagem e Via São Jorge) juntaram-se a Dreamgrow, a GoDiscover, a Euromar e Atlantic2You.

A informação foi avançada por Luís Henriques, em conferência de imprensa, à margem da 19ª convenção do grupo que decorreu até este domingo, dia 26, no Pestana Casino Park Hotel, na Madeira.

Luís Henriques revelou ainda que estão em negociação com quatro agências “com alguma dimensão”, e em processo de recrutamento para um diretor da Airventure, função que neste momento é assumida pelo próprio. A entrada de um diretor para a Airventure deverá acontecer até ao final de abril, com o objetivo de angariar mais agências até ao final do mês de junho e assim iniciar “um segundo semestre ainda mais fortes do que estamos hoje”.

O responsável refuta a ideia de que a AirVenture seja “um flop”. “O volume total do BSP em Portugal foi de 700 milhões de euros. Estamos com capacidade de garantir entre 8% a 10%. Se apenas uma empresa consegue garantir entre 8% a 10% em termos de volume de BSP a nível nacional, acho que é tudo menos um flop”, constata. “Conseguimos já hoje garantir condições comerciais muito boas, temos já vários contratos assinados com companhias áreas, nenhuma nos fechou a porta. Percebo que o mercado queira que sejamos um flop. É uma estratégia”, afirma.

“Estamos praticamente isolados em termos de mercado. Não somos um grupo ligado aquilo que é o poder instituído e aos meios de influência”

Adicionalmente, analisa o posicionamento da Airmet no mercado: “Estamos praticamente isolados em termos de mercado. Não somos um grupo ligado aquilo que é o poder instituído e aos meios de influência”, enquanto “o nosso principal concorrente tem outro tipo de ligações mais abrangentes”. Luís Henriques recorda ainda que o Consolidador.com, para criar a Airventure, “saiu de um grande grupo nacional”. “Diria que não somos propriamente um grupo em linha com o que mercado espera. Somos um outsider, mas na prática até é um espaço que nos agrada, porque também nos parece que somos mais criativos, mais agressivos, dinâmicos, inovadores, mais jovens, é um posicionamento que não nos choca ter”, considera.

Sobre a reação das agências da Airmet à criação da Airventure, o responsável revela que a rede percebeu o conceito e vê o projeto “como mais uma inovação que estamos a fazer”, sendo que beneficiam “de forma indireta”. “É mais produção que temos e é mais força que temos”, defende, sublinhando que “é um projeto mais inclusivo que a Airmet porque as agências têm voz no processo de decisão”.

Apesar de não avançar com um objetivo para o número de agências que gostaria que integrasse a Airventure, porque “depende da vontade dos sócios”, Luís Henriques não esconde que gostaria de “crescer, tanto na Airmet, como na Airventure”.

“Somos um outsider, mas na prática até é um espaço que nos agrada, porque também nos parece que somos mais criativos, mais agressivos, dinâmicos, inovadores, mais jovens, é um posicionamento que não nos choca ter”

Questionado sobre as movimentações no mercado da distribuição no que diz respeito à compra e à consolidação de empresas, Luís Henriques afirma que, sendo Portugal um país pequeno, “torna-se difícil haver fusões, há sempre algum interesse, e esse interesse, na minha opinião, é sempre mais pressionado pelos operadores, para garantir a distribuição, são normalmente eles que procuram esse tipo de parcerias para realmente terem mais distribuição”. Acrescenta ainda que: “Na minha opinião, comprando uma rede vertical consigo garantir vendas, comprando um grupo de gestão não consigo garantir coisa nenhuma, porque são agências totalmente independentes. Aliás, julgo que até complica um bocadinho a vida aos operadores. Havendo um operador que compra um grupo de gestão faz com que esse operador seja visto pelos outros grupos de gestão de forma diferente e não aumenta necessariamente vendas nesse grupo de gestão. Não vemos nada de mal nisso, também não vemos nada de bem, não nos afeta, não nos influencia na tomada de decisão de contratação, alias temos uma independência muito grande em relação a outro tipo de parceiros, somos o único grupo de gestão totalmente independente e frisamos isso muito”, defende.

Em conclusão, o responsável da Airmet não perspetiva que o grupo possa ser comprado, ou que compre “o que quer que seja”.

Ainda no decorrer da convenção, e discursando no jantar de encerramento do evento, o fundador do grupo Airmet Portugal, Miguel Quintas, disse a propósito “das movimentações do mercado”, que o grupo “está atento”. “Temos entendido que, de alguma forma, estas movimentações podem trazer algumas alterações naquilo que é a estrutura democrática das instituições presentes no setor do turismo. A Airmet, por ser um grupo grande e importante de agências de viagens, estará atenta a estas movimentações e não deixará, em nenhum momento, que qualquer movimentação prejudique as suas agências de viagens”.

Miguel Quintas, fundador do grupo Airmet Portugal

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