Domingo, Maio 26, 2024
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Albufeira aposta no turismo de mergulho com exposição subaquática de Vhils

A Câmara Municipal de Albufeira vê na exposição subaquática de Vhils, que o concelho vai acolher já a partir de maio, uma forma de potenciar o turismo marítimo e contribuir para a biodiversidade da costa, com a introdução de recifes.

“[Esta exposição] vai servir dois propósitos, por um lado, o turismo de mergulho, que é cada vez mais procurado, e por outro, há a questão da biodiversidade, permitindo a construção de recifes que enriquecerão a fauna marítima”, afirma José Carlos Rolo, presidente da autarquia.

A exposição EDP Art Reef consiste num conjunto de obras feitas pelo artista Vhils a partir de peças de antigas centrais termoelétricas da EDP, a carvão e fuel, que a empresa desativou para dar lugar a projetos renováveis.  As peças já estão em pré-exposição desde o passado dia 10 de março na sede da EDP, em Lisboa, onde permanecerão até 15 de abril de 2023. Seguem depois para Albufeira para serem submersas a cerca de 12 metros de profundidade ao largo da praia de Santa Eulália, sendo por isso apenas visitáveis através da prática de mergulho qualificado. As peças foram pensadas de forma a gerar um novo recife artificial.

Antes desta exposição, o presidente da Câmara revela ter estado em conversações com a Marinha Portuguesa, para afundar uma corveta ao largo de Albufeira, tendo sido identificada uma para o efeito . “Era uma ação muito cara, desde a desinfeção ao afundamento”, conta. Com esta exposição, este desejo do presidente é cumprido, embora reconheça que pode voltar a este projeto com a Marinha Portuguesa daqui a três anos. “Tendo o concelho uma marina, há potencial para desenvolver o turismo de mergulho, pesca, além da atividade normal das embarcações marítimo turísticas”, aponta.

Aposta no mercado americano e nómadas digitais

Atenuar a sazonalidade é um desígnio do turismo nacional há vários anos, e Albufeira não é exceção. Por essa razão, José Carlos Rolo aponta baterias ao desenvolvimento do turismo no inverno, com a aposta noutros pordutos turísticos além do sol e praia e também noutros mercados. Reconhece, no entanto, uma mudança neste inverno no paradgima da sazonalidade.

Todos os equipamentos turísticos abertos tiveram ocupações de 70% e 80%, coisa que nunca se viu no mês de janeiro. Este ano já foi menos sazonal. Agora há que potenciar a época baixa, porque temos muita estrutura, hotéis com alta qualidade e condições de clima extraordinários”. O autarca defende a aposta no mercado americano e Canadá, nomeadamente na população mais sénior, “que pode vir passar três a quatro meses no inverno”. Para ilustrar o potencial deste mercado, deu o exemplo de um empreendimento residencial em Albufeira cujo construtor vendeu totalmente a americanos.

Por sua vez, José Carlos Rolo afirma que a autarquia está a trabalhar no desenvolvimento de oferta para os nómadas digitais, segmento que pode também ajudar a atenuar a sazonalidade . “Temos espaços, gastronomia, segurança, clima. Portugal e Albufeira têm uma combinação de fatores difícil de encontrar noutros destinos: a gastronomia, clima e a paisagem”.

O responsável sublinha também a aposta no turismo de natureza, lembrando a candidatura a Geopark da UNESCO, em conjunto com o concelho de Silves e Loulé, que se iniciou há três anos e aguarda aprovação. José Carlos Rolo destaca esta parceria entre “três autarquias com três cores políticas diferentes”, como um “caso raro” de cooperação.

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