Sexta-feira, Abril 10, 2026
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Algarve regista “ano recorde” no setor de turismo e atinge proveitos de 1.500M€

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O Algarve registou, em 2023, um “ano de recordes” no setor de turismo. “A região algarvia atingiu os melhores números de sempre ao nível dos proveitos, tendo registado 1.592 milhões de euros referentes ao alojamento turístico, o que representa um aumento de 12% face a 2022”, revelou André Gomes, presidente do Turismo do Algarve, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL).

Numa região onde se encontram empregadas cerca de 173 mil pessoas no setor, estão em ativo 657 estabelecimentos turísticos, 44.268 alojamentos locais, 1.398 empresas de animação turística, 734 agências de viagens, além de outras empresas ligadas direta ou indiretamente ao setor, como é o caso das empresas de rent-a-car, o golfe, empresas que trabalham na área de eventos, entre outras.

Estes números, segundo o responsável, permitem-nos ver “aquilo que foi um crescimento sustentável a nível de oferta na região e do seu contributo para o PIB”, que se encontra na ordem dos 11.600 milhões de euros.

Entre as 44.268 unidades de alojamento local que o Algarve apresenta, André Gomes aponta para uma “maior relevância” nos concelhos de Albufeira, Loulé, Portimão e Lagos, onde se verificou um crescimento “mais acentuado” nos últimos cinco anos face às 30 mil unidades em 2019.

Além disso, em 2023, registou-se mais de 1,4 milhões de voltas de golfe na região, o que representa 2/3 do total de voltas de golfe em Portugal.

A nível de conexão aérea, o Aeroporto de Faro registou o “melhor desempenho de sempre”, tendo transportado mais de 9,6 milhões de passageiros em 2023. Por sua vez, a nível dos hóspedes, a região regressou à fasquia dos 5 milhões registados no período pré-pandemia.

Nas dormidas, o Algarve retornou à fasquia das 20 milhões registadas no período pré-pandemia. Este indicador encontra-se “ligeiramente” inferior a 2019, com uma variação de -2,5%.

“Entre 2019 e 2023, o Algarve manteve-se sempre como o principal destino turístico nacional a nível do indicador das dormidas. Atualmente, representamos uma quota na ordem dos 26,4% do total das dormidas em Portugal. Além daquilo que é o peso do mercado nacional, tivemos como principais mercados externos o Reino Unido, a Alemanha, a Irlanda, os Países Baixos, a França, a Espanha e os Estados Unidos”, revelou o responsável pela entidade.

Ainda ao nível das dormidas, foi registado um crescimento do mercado britânico, o que representou 37% do total de dormidas não residentes na região. Relativamente aos mercados emergentes, o destaque vai para o mercado Norte Americano, que registou um crescimento de 70% face a 2019.

Além deste crescimento, André Gomes mostrou-se preocupado com o fator da sazonalidade, afirmando que um dos principais objetivos, em 2024, é “combater esta variação”.

Estratégias para 2024

Segundo André Gomes, as estratégias para 2024 estarão assentes em quatros eixos de atuação: estruturação de produto, valorização da oferta, notoriedade e digitalização do destino.

Ao nível da estruturação de produto, o primeiro destaque vai para a terceira edição do documento orientador estratégico para o Algarve, que será lançado até ao final do terceiro trimestre de 2024. Neste documento, estarão presentes estratégias, objetivos e metas que a região pretende atingir até 2028.

Com o objetivo de diversificar a oferta turística na região, o Turismo do Algarve tem previsto, para este ano, um reforço na aposta do Turismo de Natureza. Para o efeito, a entidade irá reativar a marca ‘Algarve Walking Season’, que tem como objetivo a promoção dos quatro festivais de caminhada no interior do Algarve. No mesmo âmbito, estará de regresso o ‘Algarve Nature Fest’, um “evento icónico” ao nível do turismo no Algarve, que engloba caminhadas, passeios de barco, observação de aves, entre outras atividades.

No âmbito da cultura, destaca-se o Turismo Literário com um conjunto de passeios que propõem uma “visão diferente do Algarve”.

Relativamente à redução do consumo de água no Algarve, André Gomes garantiu que os alojamentos turísticos estão a fazer uma “gestão eficiente da água” para contribuir para o objetivo de redução de 15% do consumo de água no setor urbano.

Outra estratégia para este ano, será a valorização do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina, que tem como foco principal intervir na recuperação deste território que foi afetado pelos incêndios em 2023. Para isto, estão previstas ações como campanhas promocionais, famtrips, entre outras.

Além disso, está prevista a reposição de uma ponte pedonal que ligará as duas regiões num dos trajetos da Costa Vicentina.

Por fim, André Gomes afirmou que está a decorrer uma nova fase do projeto ‘Renature Monchique’, onde serão plantadas mais de 125 mil árvores na região.

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