O setor do alojamento turístico manteve o ritmo em outubro, com o regresso ao crescimento das dormidas de não residentes após dois meses consecutivos de quedas, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgada esta sexta-feira.
O mês de outubro fechou com 3,1 milhões de hóspedes (+3,8%) e 7,7 milhões de dormidas (+2,4%), acompanhados por aumentos expressivos nos proveitos: 691,2 milhões de euros no total (+7,3%) e 521,5 milhões em proveitos de aposento (+6,1%).
As dormidas de residentes mantiveram uma evolução sólida, subindo 6,4% para 2,0 milhões em termos homólogos, reforçando a tendência positiva observada em setembro (+4,9%). Já as dormidas de não residentes avançaram 1,1%, para 5,8 milhões, revertendo a quebra do mês anterior.
Entre os principais mercados emissores, destacaram-se os crescimentos do Canadá (+4,7%) e de Espanha (+2,4%), enquanto França (-6,8%) e Países Baixos (-6,0%) sofreram as descidas mais acentuadas. O Reino Unido manteve-se como principal mercado externo (19% das dormidas), apesar da queda de 3,3% face ao mesmo mês de 2024. Seguiram-se Alemanha, com 12,7% e um aumento de 1,2%, e Estados Unidos, com uma quota de 10,5% e um crescimento de 1,9%.
A nível regional, o Alentejo liderou os aumentos, com uma subida de 10,8%, seguido da Madeira (+6,1%). Em contraste, registaram-se descidas nas dormidas nos Açores (-1,5%), Algarve (-0,7%) e Centro (-0,1%). Ainda assim, o Algarve continuou a ser a região com maior peso nacional, concentrando 26,7% das dormidas, seguido pela Grande Lisboa (24,6%).
Em outubro, as taxas de ocupação recuaram ligeiramente: 50,9% por cama (-0,3 p.p.) e 63,2% por quarto (-0,4 p.p.). A estada média diminuiu para 2,51 noites (-1,3%), mantendo-se mais elevada na Madeira (4,49 noites) e no Algarve (3,94 noites). As estadias mais curtas ocorreram no Centro (1,64 noites) e no Oeste e Vale do Tejo (1,75 noites).
De acordo com o INE, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se em 77,5 euros (+2,9%), enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 122,6 euros (+3,5%) em outubro.
No plano dos proveitos, a Grande Lisboa reforçou a liderança, representando 31,8% dos proveitos totais e 34,4% dos proveitos de aposento, seguida pelo Algarve (23,4% e 21,4%, respetivamente) e pelo Norte (17,4% e 17,8%, pela mesma ordem).



