Os estabelecimentos de alojamento turístico registaram 57,3 milhões de dormidas nos primeiros oito meses de 2026, mais 1,5% do que no mesmo período do ano anterior, enquanto os proveitos totais cresceram 5,1%, para 5.129 milhões de euros, segundo dados divulgados esta quarta-feira, 30 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Os proveitos de aposento aumentaram 4,8%, atingindo 3.951,9 milhões de euros.
Só em agosto, o alojamento turístico recebeu 3,9 milhões de hóspedes, mais 1,9% em termos homólogos, que geraram 10,9 milhões de dormidas, um crescimento de 1,7%. Os proveitos totais ascenderam a 1,1 mil milhões de euros e os de aposento a 846,6 milhões, aumentando 4,6% em ambos os indicadores.
Segundo o INE, “o crescimento das dormidas foi sustentado tanto pelos residentes como pelos não residentes”, embora com evoluções distintas. As dormidas do mercado interno aumentaram 1,5%, para 3,9 milhões, abrandando face aos 4,1% registados em julho, enquanto as de não residentes aceleraram de 0,8% para 1,9%, totalizando 7,0 milhões.
O Reino Unido manteve-se como o principal mercado emissor em agosto, representando 17,1% das dormidas de não residentes e crescendo 3,4%. Espanha ocupou a segunda posição, com uma quota de 15,6% e um aumento de 5,0%, seguindo-se França, com 10,1% do total e uma quebra de 7,6%. Entre os dez principais mercados, o INE destaca Polónia e Canadá, com crescimentos de 11,7% e 11,2%, respetivamente. Além de França, apenas os Países Baixos registaram uma redução, de 1,1%.
Por regiões, o Norte apresentou o maior crescimento das dormidas em agosto, de 4,5%, seguido do Alentejo, com 2,6%. Os Açores foram a única região a registar uma quebra, de 1,7%. Algarve, Grande Lisboa e Norte concentraram, em conjunto, 67,5% das dormidas realizadas no país.
A evolução dos proveitos foi mais expressiva na Madeira, onde os proveitos totais cresceram 11,6% e os de aposento 11,5%, seguindo-se o Alentejo, com aumentos de 10,6% e 10,4%, respetivamente. A Grande Lisboa foi “uma vez mais, a única região a apresentar decréscimos”, com quebras de 1,6% nos proveitos totais e de 1,9% nos proveitos de aposento. O Algarve concentrou a maior parcela das receitas do alojamento, com 36,3% dos proveitos totais.
Apesar do crescimento das dormidas e dos proveitos, as taxas de ocupação mantiveram a “trajetória de decréscimo há 13 meses”, segundo o INE. Em agosto, a taxa líquida de ocupação-cama recuou 0,7 pontos percentuais, para 66,8%, enquanto a ocupação-quarto diminuiu 1,1 pontos percentuais, fixando-se em 73,0%. O Algarve apresentou a taxa de ocupação-cama mais elevada, de 75,9%, seguido da Madeira, com 73,5%.
Já os indicadores de rendimento por quarto mantiveram uma evolução positiva. O RevPAR aumentou 1,5%, para 119,1 euros, acelerando ligeiramente face a julho, enquanto o ADR cresceu 3,0%, para 163,2 euros. O Algarve registou o RevPAR mais elevado do país, de 180 euros, e também o ADR mais alto, de 225,2 euros. A Madeira apresentou os maiores crescimentos nos dois indicadores, de 6,8% e 11,7%, respetivamente.
A nível municipal, Lisboa concentrou 15,1% das dormidas nacionais, com 1,6 milhões, mais 1,1% em termos homólogos. Seguiram-se Albufeira, com 1,2 milhões (+2,6%), e Porto, com 761,9 mil (+3,6%). O INE destaca que o Porto apresentou, “pelo segundo mês consecutivo”, o maior crescimento entre os dez principais municípios turísticos. Em sentido contrário, Portimão registou a maior quebra, de 3,2%.
Considerando a generalidade dos meios de alojamento – incluindo também parques de campismo, colónias de férias e pousadas da juventude -, agosto contabilizou 4,4 milhões de hóspedes e 12,8 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos homólogos de 0,7% e 0,6%, respetivamente.




