Quarta-feira, Julho 17, 2024
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Amesterdão planeia proibir a entrada de cruzeiros dentro da cidade

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Amesterdão está a tomar novas medidas para lutar contra o excesso de turismo e lança a hipótese de mudar o terminal de cruzeiros de passageiros para fora do centro da cidade. Se os planos forem aprovados, os navios de cruzeiro serão proibidos de entrar no centro da cidade de Amesterdão a partir de 2035.

O anúncio dos planos surge na tentativa de reduzir para quase metade o número de navios de cruzeiros autorizados a atracar no Terminal de Passageiros de Amesterdão (TPA). Atualmente, a quantidade de cruzeiros permitida é de 190 navios, mas está prevista uma redução para um máximo de 100 a partir de 2026. A cidade holandesa acordou com Roterdão que esta receberá mais de 40 navios que não são bem-vindos em Amesterdão, a partir de 2026.

Além desta medida, até 2027, todos os barcos no terminal de Amesterdão serão obrigados a utilizar apenas energia de terra para diminuir o seu impacto ambiental. “Com estas medidas, a cidade concretiza o desejo do conselho municipal de acabar com o terminal de cruzeiros de Amesterdão. A proibição dos navios de cruzeiro faz igualmente parte de um vasto pacote de medidas destinadas a limitar o crescimento do turismo e a combater os incómodos”, declarou um porta-voz da Câmara Municipal de Amesterdão.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Amesterdão, Hester van Buren, acrescentou que “os cruzeiros marítimos são uma forma de turismo poluente e contribuem para as multidões e as emissões na cidade. Ao limitar os cruzeiros marítimos, ao exigir energia elétrica em terra e ao pretender que o terminal de cruzeiros (TPA) saia da sua localização atual em 2035, o conselho está a aplicar de forma responsável a proposta do conselho de acabar com os cruzeiros marítimos”.

A Câmara Municipal de Amesterdão reconheceu que embora os planos possam contribuir para melhorar as condições ambientais, as receitas geradas pelo turismo podem sofrer uma queda acentuada. “Para a cidade, isto significa menos receitas, porque é cobrada menos taxa turística e porque o pagamento de dividendos como acionista da autoridade portuária é menor”, afirma um porta-voz. “As consequências financeiras da decisão serão incluídas no próximo memorando orçamental. Ainda não se preveem consequências desta decisão no orçamento para 2025”, acrescenta.

Atualmente, os cruzeiros geram cerca de 105 milhões de euros em receitas para a cidade, que recebe cerca de 21 milhões de visitantes por ano. Apenas 1% dos turistas chega de navio de cruzeiro. Mesmo que os passageiros sejam impedidos de entrar diretamente no centro da cidade, poderão continuar a visitá-la graças ao sistema de transportes públicos de classe mundial dos Países Baixos.

A cidade já tinha anunciado outras medidas para combater o excesso de turismo. Amesterdão anunciou que iria reforçar a política de redução do número de hotéis no destino, recusando a entrada de novos estabelecimentos, com o objetivo de manter a cidade habitável para residentes e visitantes.

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