ANAV apela a acordo na easyJet e pede proteção para passageiros e agências de viagens

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A Associação Nacional de Agências de Viagens (ANAV) apela a um entendimento entre a easyJet e os seus trabalhadores que permita evitar a greve anunciada para os próximos dias, alertando para os impactos que a paralisação poderá ter nos passageiros e nos profissionais das agências de viagens.

De acordo com a informação atualmente disponível, a greve poderá afetar cerca de 80 mil passageiros e 500 voos apenas no primeiro período previsto, antes da definição dos serviços mínimos.

A ANAV sublinha que respeita o direito à greve, enquanto direito constitucional e instrumento legítimo de defesa dos interesses dos trabalhadores e das suas condições laborais. A associação considera, contudo, que o exercício deste direito deve ser acompanhado pelo respeito pelos direitos dos passageiros e pelo trabalho dos profissionais das agências de viagens, que não estão envolvidos no conflito laboral, mas terão de gerir diretamente as suas consequências.

“O direito à greve é inquestionável, mas também é fundamental garantir que os passageiros não ficam sem respostas e que os profissionais das agências de viagens têm condições para proteger as viagens dos seus clientes”, afirma Miguel Quintas, presidente da ANAV.

Para a associação, a prioridade deve ser encontrar uma solução que minimize os impactos da paralisação e, idealmente, permita chegar a um acordo antes do início da greve. A ANAV apela, por isso, à responsabilidade das partes, tendo em conta o impacto que a paralisação poderá ter em férias, compromissos pessoais e profissionais e viagens organizadas.

ANAV pede comunicação antecipada

A associação considera igualmente essencial que os passageiros sejam informados com a maior antecedência possível e de forma individualizada, sobretudo nos casos de viagens previstas para os 14 dias seguintes.

“Quando uma viagem está próxima da data de partida, cada hora conta. É necessário saber rapidamente quais os voos afetados, quais as alternativas disponíveis e como podem ser protegidas as viagens organizadas. As agências precisam de informação e de soluções operacionais concretas para poderem agir junto dos seus clientes”, acrescenta Miguel Quintas.

A ANAV alerta ainda para o facto de a greve ocorrer num período considerado particularmente sensível para o turismo, marcado por feriados e pela época de Natal, quando a procura de viagens aumenta e a disponibilidade de alternativas poderá ser mais limitada.

A associação espera, assim, que o diálogo entre a easyJet e os trabalhadores permita alcançar um entendimento antes do início da paralisação. Caso a greve avance, defende a existência de uma resposta operacional clara, atempada e coordenada, de forma a salvaguardar, tanto quanto possível, os direitos dos passageiros e das empresas e profissionais responsáveis pela gestão das suas viagens.

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