Quarta-feira, Julho 17, 2024
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APAVT pede urgência na apresentação dum quadro de apoios que leve as empresas até à Páscoa

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Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens (APAVT), afirmou esta quarta-feira, dia 1 de dezembro,  a “absoluta urgência de apresentar um quadro coerente de apoios que leve as empresas até à Páscoa, e que as proteja no momento de maior necessidade de liquidez, o momento do regresso definitivo à atividade”.

Pedro Costa Ferreira falava no decorrer da abertura do 46º congresso da APAVT, que começou hoje em Aveiro.

“O setor chega ao dia de hoje com razões para festejar e com motivos para exigir”, começou por dizer o responsável.

Pedro Costa Ferreira traçou um cenário dificil para as empresas do setor: “Perdas absolutamente violentas, destruição dos capitais próprios, e endividamento das empresas e dos empresários, factos que representarão pesada herança nos próximos anos”.

Reconhecendo que os apoios “foram absolutamente fundamentais”, Pedro Costa Ferreira constata, no entanto, que foram “insuficientes”

Entre os apoios fundamentais estiveram “o apoio à manutenção do emprego, assim como o apoiar.pt que se revelou da maior importância, enquanto durou; por outro lado, no caso concreto das agências de viagens, a derrogação temporária da directiva das viagens organizadas, que permitiu a gestão dos reembolsos, foi sem dúvida da maior relevância”.

Pedro Costa Ferreira lamentou, contudo, “que os apoios foram insuficientes, frequentemente tardio o momento em que ocorreram, bem como, demasiadas vezes, foram difíceis os processos administrativos de acesso aos mesmos”. Mais do que isso, “todos sabemos que não poderão acabar, sob pena de inutilizarmos os esforços já desenvolvidos, transformando então fundo pedido em saco roto. É imprescindível que não permitamos que o sector, e com ele a capacidade de recuperação do País, morram na praia, por interrupção dos apoios necessários”.

Costa Ferreira endureceu o discurso ao sublinhar que o setor “não está a pedir apoio”. “Estamos a exigir. Porque a todo o apoio que tivemos e venhamos a ter, como já referimos, juntámos as nossas perdas e o nosso endividamento. Porque todo o apoio que tivemos e venhamos a ter teve, tem e terá origem nos nossos impostos, logo no nosso dinheiro, portanto no nosso trabalho. Finalmente, porque todos sabemos que é o Turismo que vai liderar a recuperação económica. Ou seja, cada euro gasto a apoiar as nossas empresas será rapidamente pago, com juros, ao nosso País.”

O presidente da APAVT defendeu que “é urgente que se confirme a continuação do apoio à retoma, pelo menos até à Páscoa”, e que “é crítico que se reative o programa apoiar.pt”.” A verdade é que o programa funcionou até 04.2021, quando a crise se alongou até hoje, sendo que hoje, as restrições à atividade económica e à mobilidade são tão absolutamente claras, como o eram então. A diferença é que hoje, é absolutamente visível que as empresas estão ainda mais frágeis, logo, muito mais necessitadas de apoio”

Dirigindo-se ao Presidente da República, presente na sessão de abertura, o presidente da APAVT enumerou as prioridades para o setor: “Em primeiro lugar, porque temos de resolver o problema da solução aeroportuária. Todos sabemos que queremos chegar ao ano de 2027 com a performance turística prevista para esse ano, antes da eclosão da crise. Mas também, todos sabemos, que, sem uma solução aeroportuária, é bem mais provável que cheguemos a 2027 com números turísticos inferiores aos de 2019”, constatou.

Em segundo lugar, o dirigente apontou a ferrovia: “Temos que resolver a questão da ligação ferroviária de alta velocidade, iniciando uma estratégia de resposta perante as dificuldades que rapidamente surgirão, no que concerne a voos de curta duração”.

Como terceira prioridade, o responsável enumerou a “flexibilidade ao longo de toda a cadeia de valor”. “Não haverá oferta competitiva, se não for flexível; hoje, todos temos de ter a consciência de que é preferível termos reservas que poderão ser canceladas, do que simplesmente não termos reservas”.

Por último, Pedro Costa Ferreira falou da da TAP e da defesa do Hub aéreo em Lisboa. “Hoje vemos o País dividido entre quem sustenta o apoio estatal à TAP e quem o combate. Não nos revemos nesta simplicidade de análise”, defende e explica porquê: “Desde logo, porque o principal desafio do turismo português é o desenvolvimento dos mercados longínquos, que nos trarão mais território turístico e menos sazonalidade. Não cremos que tenhamos êxito nesta tarefa, se não mantivermos o Hub, bem como não acreditamos que consigamos manter o Hub, se não for através da TAP”.

A pesar de acreditar que, “enquanto País, devemos apoiar a TAP”, Costa defende “uma gestão rigorosa e resultados positivos, procurando que o apoio seja o menor possível, pelo menor período de tempo possível”.

“O mesmo, aliás, deve ser dito da SATA. O papel que esta companhia aérea representa nos Açores dificilmente permitirá, em nosso entender, sermos levianos ou termos um olhar político de curto prazo quanto à necessidade de resolução dos problemas que tenta agora resolver, através de uma estratégia reformadora.”

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