Segunda-feira, Julho 15, 2024
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Atração de talento, sustentabilidade e turismo de massa: Que desafios o setor enfrenta em 2024?

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Em 2024, o setor do turismo enfrenta diversos desafios que afetam a sua competitividade e crescimento, como a dificuldade para atrair talentos, de conseguir um equilíbrio entre o turismo de massa e de luxo ou de como apostar na sustentabilidade para manter a competitividade das empresas e dos destinos. Durante a realização da III Convenção Turespaña, sediada em San Sebastián, players do setor reuniram-se para debater “As Chaves para o Futuro: os Desafios do Turismo em 2024”.

Neste painel, participaram a Secretária de Estado do Turismo de Espanha, Rosana Morillo, Encarna Piñero, CEO do Grupo Piñero, Juan Ortí, presidente e CEO da American Express Espanha, e Maribel Rodríguez, vice-presidente sênior do WTTC (Conselho Mundial de Viagens e Turismo), com a moderação de Amanda Mars, diretora de Cinco Días e Economia do El País.

De acordo com a Secretária de Estado, em 2024, o setor do turismo continuará a demonstrar grande resiliência, embora “o ritmo de crescimento possa abrandar devido a desafios geopolíticos e a sua influência no turismo”. Apesar deste “ano extraordinário”, o setor enfrenta desafios profundos, para os quais estes especialistas propuseram soluções.

Falta de talento

Um dos principais desafios é a escassez de talento. Encarna Piñero destacou que a valorização da força de trabalho no turismo já era uma questão pré-existente à covid-19, mas tornou-se ainda mais premente. Para superar esta situação, a CEO enfatizou a necessidade de uma adaptação do sistema educativo para atrair novos talentos e alinhá-los com as novas tecnologias. Piñero sublinhou a importância de uma colaboração público-privada para atrair talento através de programas de formação.

E, como reconheceu, “no passado o setor atraiu pessoas menos qualificadas, que foram formadas, mas agora precisamos de qualificação e transformação desde o início, até nas escolas, para envolvê-las no que significa turismo”. Por isso, devemos todos unir forças para dignificar o profissional nos diferentes níveis de formação e carreira, contagiando o colaborador com o quão maravilhoso é trabalhar no turismo, na indústria da felicidade, do entusiasmo e das experiências das pessoas.”

No que diz respeito à questão salarial, a CEO do Grupo Piñero, observou que os salários aumentaram nos últimos anos e estão em processo de estabilização. “Há esforços contínuos para sensibilizar tanto o público quanto o setor privado, e espera-se que essas ações resolvam o problema no futuro próximo”, sublinhou.

Juan Ortí, por sua vez, destacou três fatores subjacentes ao problema da falta de talento e ofereceu possíveis soluções. Assim, considera que “o problema da formação já ocorre na escola, onde as pessoas podem começar a ser formadas na parte digital. Além disso, a narrativa em torno do setor deve ser reforçada, destacando seu propósito e a possibilidade de melhores aumentos salariais. E, por último, empreender melhorias de processos e produtividade através da tecnologia, como a inteligência artificial e a automação, concentrando-as em determinados cargos de difícil preenchimento e reservando seres humanos para tarefas que proporcionem valor acrescentado adicional.”

O turismo de massa pode ser sustentável?

Outro dilema significativo discutido foi a sustentabilidade do turismo de massa. O Secretário de Estado observou que não há uma solução única para todos os destinos de sucesso, enfatizando a necessidade de encontrar um equilíbrio entre o turismo e os residentes. “Cada destino deve determinar a sua capacidade de carga e a infraestrutura disponível para garantir esse equilíbrio”, frisou. A oferta de uma experiência positiva tanto para os visitantes quanto para os moradores “é fundamental”, de acordo com o responsável.

Encarna Piñero acrescentou que, nos destinos maduros, a gestão da capacidade de carga, da infraestrutura e do volume de chegadas é essencial. O equilíbrio entre o turismo de massa e o turismo de luxo, que oferece experiências personalizadas e exclusivas, é “um desafio”, e a satisfação de todas as partes envolvidas “é um objetivo complexo de ser alcançado”.

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