A Associação da Hotelaria de Portugal organizou esta quarta-feira, 19 de novembro, um almoço de associados, que contou com a presença do ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, para “reforçar a parceria com este departamento do Governo”. O presidente da associação, Bernardo Trindade, manifestou a sua preocupação face aos números previstos no setor do turismo em Lisboa para o final de 2025, que “vão ser mais ou menos iguais a 2024 na melhor das hipóteses”.
“O senhor [Joaquim Miranda Sarmento] é um dos nossos porque o sucesso do turismo e da hotelaria é o sucesso da receita fiscal. Alimentamos outros setores e, por essa via, mais receita fiscal […], mas os números preocupam-nos. Os números em Lisboa para 2025 vão ser mais ou menos iguais a 2024 na melhor das hipóteses”, começou por dizer Bernardo Trindade, sublinhando que “os próximos cinco anos vão ser os mais desafiantes”.
Em causa estão a limitação aeroportuária e a incapacidade de crescer no aeroporto de Lisboa. Bernardo Trindade fez questão de lembrar que o aeroporto de Lisboa não serve apenas a capital, mas todas as regiões do país. “E, desse ponto de vista, aquilo que acontece no Aeroporto Humberto Delgado não é obviamente satisfatório. O Estado falha e não é o Estado deste Governo: é o Estado deste Governo e dos anteriores. Falha na segurança, falha no controlo de cidadão e falha sobretudo num aspeto que é absolutamente essencial e que custou muito tempo a construir: a imagem do país”, disse.
Bernardo Trindade frisou que, todos os dias, 35 mil pessoas são afetadas pela incapacidade do Estado de se organizar e responder afirmativamente a um tema de soberania que resulta do controlo de entradas no país. “O Governo anunciou uma task force para controlar o fluxo de pessoas no aeroporto de Lisboa – e a pergunta que lhe deixamos é que poderes vai ter no sentido de poder acudir, responder e resolver temas que diariamente se passam na nossa principal infraestrutura aeroportuária.”
O responsável pela associação saudou a iniciativa, mas deixou um apelo: “Queremos ser parceiros e participar neste processo porque está em causa a imagem do país e os números do setor do turismo, que ajudam tanto a nossa economia e finanças”.




