A BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market regressa à FIL, em Lisboa, de 3 a 7 de março de 2027, com a ambição de reforçar o seu posicionamento como plataforma agregadora do setor e contribuir para gerar mil milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB) para a economia nacional até 2030.
A próxima edição da maior feira de turismo do país foi apresentada esta terça-feira, dia 16, numa cerimónia que contou com a presença de Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, de Marcelo Rebelo de Sousa, de António Palma Ramalho, presidente da Comissão Executiva da Lisboa FCE, Pedro Braga, diretor-geral de Eventos Próprios da Lisboa FCE, e de vários representantes e personalidades do setor do turismo.
Na apresentação, Pedro Braga sublinhou que a BTL “existe para servir o setor” e que o seu papel passa por criar condições para que a indústria turística continue a evoluir.
“A BTL não pretende definir o caminho, mas ajuda a criar as condições para que o setor avance e evolua”, afirmou.
Para 2027, a organização definiu uma estratégia assente em cinco pilares: internacionalização, negócio, consumidor, inovação e talento.
No eixo da internacionalização, o objetivo passa por reforçar a presença de destinos, operadores e compradores internacionais, mas também afirmar Lisboa e Portugal como uma verdadeira plataforma atlântica para o turismo de negócios e para o segmento MICE.
“Queremos contribuir para que Lisboa e Portugal se afirmem como uma plataforma atlântica do turismo de negócios”, referiu Pedro Braga, acrescentando que a feira continuará a apostar na atração de decisores, eventos e investimento internacional.
Ao nível do negócio, a organização pretende reforçar o papel da BTL enquanto plataforma geradora de contactos, oportunidades e negócios para empresas e profissionais do setor.
Já na vertente B2C, a aposta continuará a passar por consolidar a feira como o principal momento de inspiração e compra de férias para os portugueses.
A inovação e o talento foram igualmente destacados como áreas prioritárias para a próxima edição. Segundo Pedro Braga, a BTL pretende continuar a ser um palco para novas tecnologias, novos modelos de negócio e tendências emergentes, ao mesmo tempo que procura aproximar empresas e instituições de ensino, contribuindo para a qualificação dos recursos humanos do setor.
“Queremos criar pontes, facilitar encontros e contribuir para a qualificação do setor”, afirmou.
Região de Lisboa e Évora são as convidadas de 2027
Durante a cerimónia foram também anunciadas as entidades convidadas da próxima edição.
A Região de Lisboa será o Destino Nacional Convidado da BTL 2027. Carla Salsinha, presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, destacou a importância da distinção para reforçar a promoção turística da região e dar a conhecer a diversidade da sua oferta, que vai muito além da cidade de Lisboa.
Já Évora foi anunciada como Município Convidado. O presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, salientou a relevância da participação na feira numa altura em que a cidade se prepara para afirmar ainda mais o seu posicionamento turístico, beneficiando também da projeção associada a Évora 2027 – Capital Europeia da Cultura.
Pedro Machado destaca importância da BTL para o turismo nacional
A encerrar a sessão esteve o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, que se mostrou otimista quanto ao desempenho do turismo português em 2026.
“Os indicadores que temos para 2026 apontam para superar os resultados de 2025. Já são significativamente positivos, mas acreditamos que o exercício de 2026 vai seguramente coroar de êxito aquilo que é hoje uma indústria incontornável para o nosso país”, afirmou.
O governante destacou ainda o peso crescente do turismo na economia global e nacional, sublinhando que o setor continuará a desempenhar um papel determinante na criação de riqueza e emprego.
“O turismo é e continuará a ser uma das indústrias mais poderosas. Em 2025, temos praticamente 1,5 mil milhões de pessoas a viajar. Em 2035, mais de 2,5 mil milhões de pessoas a viajar. O turismo emprega hoje na Europa mais de 12 milhões e meio de pessoas”, referiu.
Pedro Machado defendeu também que o turismo deve ser encarado não apenas como um motor económico, mas igualmente como um fator de desenvolvimento das comunidades e de bem-estar social. “O turismo é a indústria da felicidade”, concluiu.

Prémios distinguem destinos, empresas e personalidades
A cerimónia terminou com a entrega dos prémios da edição de 2026.
Nos prémios dos melhores stands, os Açores venceram na categoria Nacional, com o Algarve a receber uma Menção Honrosa. Na categoria Internacional, o Brasil (Embratur) conquistou o primeiro lugar, enquanto o Rio de Janeiro recebeu uma Menção Honrosa.
A Madeira foi distinguida com o primeiro prémio na categoria Criatividade, enquanto o Município da Covilhã arrecadou o primeiro prémio na categoria Sustentabilidade, com os Bensaude Hotels a receberem uma Menção Honrosa. Já o Turismo Centro de Portugal venceu na categoria Inovação.
O júri atribuiu ainda um Prémio Homenagem ao Turismo Centro de Portugal, reconhecendo a resiliência e a capacidade de recuperação demonstradas após as catástrofes que afetaram a região em fevereiro.
Foram também entregues os Prémios Parceiro Estratégico à TAP Air Portugal e ao Turismo de Portugal, bem como os Prémios Personalidade a Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal, e João Pedro Oliveira e Costa, CEO do BPI, em reconhecimento pelo contributo dado ao desenvolvimento do turismo nacional.




