O Open de Portugal | Cascais-Lisboa está de regresso ao calendário do DP World Tour em 2027, assinalando o retorno de “um dos mais históricos campeonatos nacionais do golfe europeu” ao principal circuito internacional após uma ausência de sete anos.
A prova decorrerá entre 13 e 16 de maio de 2027, no Oitavos Dunes Links Golf, em Cascais, e marca também o regresso de uma competição do DP World Tour a Portugal cinco anos depois da última edição do Portugal Masters, realizada em 2022.
A edição de 2027 representará 3.500 pontos para a Race to Dubai e dará início a um compromisso de três anos que garante a presença do Open de Portugal | Cascais-Lisboa no calendário do DP World Tour até 2029.
Com o apoio do Turismo de Portugal, o regresso da prova acontece com a ambição de “voltar a colocar Portugal entre os destinos de referência do calendário internacional de golfe”, promovendo a oferta turística nacional junto de jogadores, adeptos e visitantes de todo o mundo, segundo o comunicado divulgado esta quarta-feira, 16 de setembro.
A nova fase do torneio terá Cascais como palco principal e Lisboa como destino associado. A organização pretende desenvolver um evento que “vá além da competição desportiva e que combine golfe de alto nível, hospitalidade, gastronomia, entretenimento e experiência”, afirmando o Open de Portugal | Cascais-Lisboa como “um dos grandes acontecimentos desportivos e sociais do calendário nacional”.
O Oitavos Dunes Links Golf receberá o Open de Portugal pela quinta vez, depois das edições de 2005, 2007, 2008 e 2009. Situado entre o Atlântico e a Serra de Sintra, o campo será o centro de uma semana concebida não apenas para os fãs da modalidade, mas também para parceiros, convidados e público em geral.
Regresso resulta de parceria entre entidades do turismo e do golfe
O regresso do Open de Portugal ao DP World Tour resulta de uma parceria entre o Turismo de Portugal, a Câmara Municipal de Cascais, a Associação Turismo de Lisboa, a Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa e a Federação Portuguesa de Golfe.
Ben Cowen, chief tournament and operations officer do DP World Tour, afirma que a organização está “muito satisfeita por regressar a Portugal com aquela que será uma fantástica adição ao nosso calendário internacional”. O responsável acrescenta que é “um motivo de orgulho voltarmos a ter um Open nacional em território português, dando destaque à história deste desporto no país, carregada de significado e tradição”.
O responsável destaca ainda que o regresso da prova “só foi possível graças ao apoio conjunto das entidades responsáveis pelo turismo em Portugal – ao nível nacional, regional e local – com o importante apoio da Federação Portuguesa de Golfe”.
Por sua vez, Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, considera que “o regresso do DP World Tour a Portugal, após a última edição do Portugal Masters, em 2022, reforça o posicionamento do país como um dos principais destinos internacionais de golfe”. Sublinha que um evento desta dimensão contribui para “projectar a marca Portugal junto de mercados estratégicos, aumentar a notoriedade internacional e reforçar a atractividade do destino”.
Já Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, afirma que o concelho procura receber “mais do que os grandes eventos, mas os melhores, os que deixam marca no território e na memória de quem os vive”, acrescentando que o objetivo é que os participantes encontrem em Cascais “a identidade, a hospitalidade e a qualidade de vida” do destino.
António Valle, diretor-geral da Associação Turismo de Lisboa, refere que “o Open de Portugal é uma montra internacional privilegiada desta experiência singular”, contribuindo para reforçar a visibilidade de Lisboa e Cascais junto de um público global.
Também Carla Salsinha, presidente da Comissão Executiva da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, considera que a prova representa “uma oportunidade para reforçar o contributo dos grandes eventos desportivos para a dinâmica turística da Região de Lisboa”, destacando a sua capacidade para atrair visitantes, gerar estadias e dinamizar a atividade económica.
Para Pedro Nunes Pedro, presidente da Federação Portuguesa de Golfe, trata-se de “um momento verdadeiramente marcante para o golfe português e que merece ser celebrado com orgulho por todos”. O dirigente considera que a prova “volta agora a colocar Portugal no topo, fazendo a ligação do nosso legado ao futuro que estamos a construir”.
Nova experiência para atrair mais público
Além do regresso ao principal circuito europeu, a organização pretende transformar a experiência de assistir ao torneio ao vivo e aproximar a modalidade de novos públicos.
Ao longo da semana, o Oitavos Dunes será palco de uma oferta alargada que incluirá novos conceitos de hospitalidade, propostas de gastronomia e bebidas, entretenimento e diferentes espaços de convívio, criando motivos para os visitantes permanecerem no recinto “antes, durante e depois do golfe”.
A localização em Cascais permitirá ainda associar a experiência do torneio à identidade do destino, marcada pelo mar, natureza, gastronomia e lifestyle, beneficiando simultaneamente da proximidade de Lisboa para atrair público nacional e internacional.
De acordo com a organização, o objetivo passa por “preservar a história e o prestígio do Open de Portugal”, atribuindo-lhe ao mesmo tempo “uma expressão contemporânea e uma nova relevância no calendário desportivo e social português”.
Criado em 1953, o Open de Portugal integrou pela primeira vez o calendário do então European Tour em 1973, no Penina Golf Club, no Algarve. Ao longo da sua história passou por 14 campos diferentes em Portugal. A lista de vencedores inclui nomes como Colin Montgomerie, Thomas Bjørn, Sam Torrance, Miguel Ángel Jiménez, Howard Clark e Mark McNulty.
O sul-africano Garrick Higgo foi o último vencedor do Open de Portugal enquanto prova dual-ranked do então European Tour e Challenge Tour, em 2020, no Royal Óbidos.
Mais informações sobre bilhetes, hospitalidade e programação serão anunciadas nos próximos meses.




