“Celebramos 60 anos do Arribas Sintra Hotel, mas não olhamos para trás”, sublinha Paulo Amorim

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O Arribas Sintra Hotel assinalou na passada terça-feira, 5 de maio, 60 anos de história, reunindo clientes, parceiros e várias personalidades do setor do turismo. Entre a celebração do legado e o olhar firme no futuro, a unidade reforçou a ideia de continuidade e evolução, com o CEO Paulo Jorge Amorim a sublinhar que “um lugar como este não pode parar no tempo e tem que evoluir”. 

O evento contou com a presença do secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, do presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros, da presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, Carla Salsinha, e do presidente da Câmara Municipal de Sintra, Marco Almeida, além de representantes associativos do setor.

Inaugurado há seis décadas pelo então Presidente da República, Américo Tomás, o Arribas Sintra Hotel consolidou-se como um marco na paisagem turística do município. Durante a sessão comemorativa do aniversário, Paulo Jorge Amorim destacou o simbolismo da data, lembrando que, “mais do que os 60 anos do hotel, hoje celebramos um lugar onde parece que, por momentos, o tempo para e damos importância às memórias, aos encontros, às pessoas”.

O responsável salientou o caráter intergeracional da unidade, referindo que “é com satisfação que vejo famílias de várias gerações a visitarem diariamente o hotel”, recordando a “piscina ícone” que continua a ligar passado e presente.

Com um olhar assumidamente voltado para o futuro, o CEO reforçou que este é um momento de continuidade. “Celebramos os 60 anos do Arribas, mas não olhamos para trás. Estamos a assumir um compromisso com o futuro porque um lugar como este não pode parar no tempo e tem que evoluir”, disse.

Recordando a génese do projeto, Paulo Jorge Amorim afirmou que “há 60 anos nasceu uma visão muito ousada para a época de construir um refúgio entre a serra e o mar”, realçando que os últimos 40 anos decorreram sob gestão da família Amorim, sendo os últimos 30 sob a sua direção. “Tenho a responsabilidade de cuidar bem deste legado e de o passar aos meus filhos, que herdaram a paixão pela hotelaria”, acrescentou.

“Estamos a assumir um compromisso com o futuro porque um lugar como este não pode parar no tempo e tem que evoluir”

Paulo Jorge Amorim, CEO do Arribas Sintra Hotel

A intervenção do CEO ficou também marcada por um momento de reconhecimento ao diretor-geral cessante, Nuno Leandro, cujo último dia coincidiu com a celebração, antes de assumir a liderança da Visit Azores.

O aniversário ficou ainda assinalado pela apresentação oficial do livro que conta a história da unidade, intitulado “Arribas Sintra Hotel – Sobre a Margem: 60 anos de vida”, da autoria do arquiteto José Luís Possolo de Saldanha. 

“Uma frase famosa do Padre António Vieira dizia «as palavras ouvem-se, as obras veem-se». As palavras são importantes, são as palavras que estão no livro, mas o livro vê-se e, mais do que o livro, vê-se a obra que é o hotel”, afirmou José Luís Saldanha, no seu discurso.

Durante a celebração, o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços enquadrou a história do Arribas Sintra Hotel na evolução do setor turístico nacional, referindo que “60 anos desta unidade é praticamente a história do turismo” em Portugal. Destacou ainda o peso atual da atividade, com “32 milhões de turistas internacionais” a gerarem “mais de 83 milhões de dormidas” e “29,4 mil milhões de euros de receitas”.

Pedro Machado sublinhou a importância de garantir que o turismo continue a ser visto como uma mais-valia para o país, defendendo a criação de condições “para que aqueles que cá moram olharem para esta indústria como sendo uma vantagem competitiva”. Nesse contexto, destacou o papel do Arribas Sintra Hotel, que “ao longo destas seis décadas foi responsável por atrair a este território [visitantes] nacionais e estrangeiros”.

O governante apontou ainda desafios futuros para o setor, nomeadamente a necessidade de “garantir a sustentabilidade do crescimento da indústria de turismo”, reforçar a presença em mercados consolidados e apostar em novos emissores, como Canadá, Estados Unidos, Argentina e México, “não descurando nunca o mercado nacional”, bem como a melhoria contínua da experiência turística.

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