Sábado, Junho 15, 2024
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CEO da TAP diz que “não será fácil” a privatização em 2024

O CEO da TAP considera que a privatização da TAP em 2024 não será fácil, tendo em conta que o país estará em campanha eleitoral nos próximos meses. Num encontro com a imprensa, esta terça-feira, Luís Rodrigues remeteu a decisão da privatização para o acionista, dando a entender que o processo está por agora parado.

“É uma decisão do acionista, não depende de nós”, começou por dizer, quando questionado se seria difícil a privatização acontecer em 2024. “Fácil não é, vamos ter um Governo, se tudo correr bem, em abril, maio. Não é uma decisão nossa. Não estamos concentrados nisso”. Quanto à questão se há um Caderno de Encargos, o CEO respondeu: “Que eu saiba não”.

Classificando o ano de 2023 como “uma montanha russa inacreditível”, o CEO diz acreditar que a companhia vai ter bons resultados em 2023 e manter-se assim em 2024. “Chegámos a este altura do ano com a perspetiva de ter melhores resultados em 2023 e continuar em 2024”.

“Não há nenhuma razão para que a TAP não consiga ser uma das melhores companhias da indústria. O plano interno é esse, conseguir que a TAP seja uma das companhias mais atrativas para trabalhar na indústria da aviação em todo o mundo. Os resultados estão a corresponder a isso, e é nisso que estamos empenhados em continuar em 2024. Com essa sucessão de bons resultados, tenho a certeza que o mundo da aviação vai olhar com outros olhos para a companhia e o país também”, defende.

Quanto às obras no aeroporto de Lisboa, o responsável afirma que  a companhia apenas “quer que o aeroporto tenha as condições de eficiência e funcionalidade que qualquer aeroporto de uma cidade moderna da Europa Ocidental tem de ter”.

Luís Rodrigues não comenta a escolha de Alcochete como a melhor opção para a construção do novo aeroporto, porque a missão da TAP “é levar passageiros de um lado para outro, seja qualquer o aeroporto”. “Desde que as opções sejam iguais para todos, não há problema nenhum”.

Relativamente ao crescimento da companhia, o responsável voltou a afirmar aquilo que já tinha dito há duas semanas no congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT): “Temos de nos habituar a um crescimento moderado de 3% e 4% ao ano, e não aquilo que assistimos ao pós-covid”. Reforçou ainda que “o plano de reestruturação até ao final de 2025 impede mais aviões e novas rotas, podemos fazer melhor aquilo que estamos a fazer”.

Já quanto ao crescimento noutros aeroportos, como por exemplo Faro, Luís Rodrigues afirma que “temos de gerir um portfólio de rotas e aviões e alocá-los onde servir melhor o país, essa análise é feita a qualquer momento, se fizer sentido tirar do Porto ou Lisboa e pôr no Algarve essa análise será feita. Neste momento, com as condições que temos, investir em qualquer sítio, significa desinvestir noutro sítio, não me parece que haja condições para equacionar isso. Temos de estabilizar a nossa operação, consolidar o que estamos a fazer bem e, a partir daí, logo se vê”.

Luís Rodrigues garante que está focado em consolidar os bons resultados até ao final do seu mandato. “O nosso mandato é até ao final de 2024, o que vai acontecer a seguir, ninguém sabe, o nosso objetivo é pôr a empresa como uma das melhores do setor para os seus trabalhadores, seus clientes e acionistas”.

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