Sábado, Novembro 26, 2022
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China confina 80.000 turistas numa ilha devido ao surto de COVID

Na China cerca de 80.000 turistas ficaram presos na popular cidade turística de Sanya, o principal destino na ilha tropical de Hainan, após as autoridades terem anunciado medidas de confinamento para enfrentar um surto de COVID-19.

As reservas de voos de Xangai para a cidade costeira de Sanya, o destino de férias conhecido como “o Havai da China”, excederam em junho 15% comparativamente as reservas feitas nas mesmas datas em 2019, apesar das restrições de mobilidade em vigor no país e que continuam a limitar as viagens domésticas da maioria das regiões. Contudo, apesar de terem fugido destes confinamentos, os viajantes acabaram por sofrer as consequências na mesma. A cidade registou 827 infecções entre 1 de agosto e a meia-noite de sábado, dia 6, incluindo 240 casos confirmados e 173 infecções assintomáticas no sábado. As autoridades sanitárias provinciais anunciaram no domingo de manhã, um número totalmente inaceitável para o país, que tem uma política de COVID zero.

Como resultado, os transportes públicos foram suspensos e a circulação de pessoas dentro da cidade foi restringida desde o início da manhã de sábado, anunciaram as autoridades. Os turistas devem ser confinados durante sete dias e ter cinco testes negativos de coronavírus antes de poderem deixar a ilha.
O vice-presidente da câmara He Shigang disse na sexta-feira que cerca de 80.000 turistas permaneceram confinados à cidade, uma vez que os que se encontram actualmente em Sanya, bem como as pessoas que se encontravam na cidade desde 23 de julho, não foram autorizados a deixar a província de Hainan depois das 18:00 horas, hora local de sábado.

Mais de 80% dos voos a partir de Sanya foram cancelados no sábado, de acordo com os dados da companhia de rastreio de voo Variflight. Além disso todos os comboios que saíram de Sanya foram cancelados, informou a emissora estatal CCTV, de acordo com a CNN.

As autoridades de Sanya admitiram os inconvenientes para os turistas e durante uma conferência de imprensa comprometeram-se a fazer todo o possível para resolver os problemas que surgirem, incluindo a simplificação dos cancelamentos de reservas de viagens e para que os hotéis ofereçam aos seus clientes uma redução de preços de 50% até que as restrições sejam levantadas.

As restrições surgem no auge da época turística de Verão para a província da ilha, também conhecida como o Havai da China pelas suas praias arenosas, florestas tropicais e hotéis de luxo.

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