Cerca de 10 companhias aéreas pararam de voar para a Ucrânia, à medida que aumentavam as preocupações sobre se a Rússia iria invadir o país. Porém, na segunda-feira, dia 21, a Ucrânia pronunciou-se e insistiu que voar para o país é seguro, de acordo com o Euronews.
Recorde-se de que a Lufthansa informou que iria interromper os voos para a Ucrânia a partir de segunda-feira, dia 21, juntando-se à KLM, que já o tinha feito.
A companhia aérea escandinava SAS também suspendeu os voos semanais, enquanto a Air France decidiu cancelar os voos de terça-feira, dia 22, entre Paris e Kiev como uma “medida de precaução”.
“O atual cancelamento de voos por várias companhias aéreas estrangeiras é ditado apenas pelo agravamento da situação e não por mudanças reais na segurança do voo”, disse o ministro da Infraestrutura da Ucrânia, Oleksander Kubrakov, numa entrevista coletiva.
Porém, o ministro não citou as companhias aéreas e disse que “o Estado está a trabalhar para substituir os voos cancelados”.
Kubrakov disse que a Ukraine International Airlines (UIA) já abriu a venda de bilhetes e aumentou a capacidade dos aviões em voos adicionais de Kiev para Munique e Genebra, que a Lufthansa não conseguiu operar.
A UIA disse que 13 aviões ainda estão ativos. A companhia aérea tem um total de 26 aviões na sua frota, mas nove deixaram o país na semana passada para locais de armazenamento na Europa.
A Rússia e a Ucrânia sugeriram novos esforços diplomáticos para evitar conflitos na passada segunda-feira, mas a maior companhia aérea da Ucrânia disse que as suas seguradoras já tinham encerrado a cobertura de pelo menos alguns dos seus aviões, em voos dentro do espaço aéreo ucraniano.
No entanto, uma seguradora negou que as companhias aéreas se estivessem a retirar devido à falta de cobertura.
“Continuamos a apoiar muitas companhias aéreas que voam para a região”, disse Bruce Carman, diretor de subscrição da Hive Aero, em Londres.



