Sábado, Abril 13, 2024
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Companhias aéreas do grupo SATA alcançam receitas recordes em 2022

A companhia aérea SATA Internacional-Azores Airlines teve um ano recorde em 2022, alcançando a receita mais alta da sua história, no valor de 211,1 milhões de euros, o que representa um crescimento de 34,2% em comparação com o ano pré-pandemia de 2019 e de 107,5% em relação a 2021. Por outro lado, no ano passado, a companhia aérea regional SATA Air Açores também teve o seu melhor ano de sempre em termos de receitas, totalizando 92,2 milhões de euros, o que representa um aumento de 9,3% em comparação com o ano pré-pandemia e de 11,9% em relação a 2021.

SATA Internacional-Azores Airlines

Os resultados recordes da SATA Internacional-Azores Airlines, de acordo com um comunicado de imprensa do grupo, foi impulsionado pelo aumento do número de passageiros transportados, que ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 milhão, alcançando 1,083 milhão de passageiros, o que representa um crescimento de 14,5% em relação a 2019 e 67% em relação a 2021.

Além disso, a receita média por passageiro também cresceu, com um aumento de 4% em comparação com 2019 e de 24% em comparação com 2021. A oferta de voos também aumentou, com um aumento de 26% nas horas de voo em relação a 2021, o que permitiu atrair novos mercados turísticos para a Região Autónoma dos Açores, indica o grupo.

“O load factor (taxa de ocupação) evoluiu para 75% ao ano, o que significou um aumento de 9 ppts (pontos percentuais) face a 2021, embora ainda 4ppts abaixo do valor de 2019”, revela a companhia.

Apesar dos desafios, como o aumento dos custos de combustíveis, custos associados ao combate à pandemia, disrupções nas cadeias de abastecimento e constrangimentos em aeroportos, a Azores Airlines obteve um resultado operacional antes de juros, impostos, depreciações e amortizações e custos de reestruturação de 5,403 milhões de euros, um resultado positivo pela primeira vez nos últimos 10 anos. O resultado líquido ainda foi negativo, com um prejuízo de 34,2 milhões de euros, mas melhorou em comparação com 2019 e 2021.

Apesar do contexto adverso, a performance da companhia aérea “cumpriu os objetivos definidos no Plano de Restruturação acordado com a Comissão Europeia”. As perspectivas para 2023 são “positivas”, com um crescimento esperado na receita, refletido nas reservas de bilhetes, que estão 40% acima do registrado no mesmo período de 2022.

SATA Air Açores

O desempenho positivo da SATA Air Açores em 2022 também foi impulsionado, segundo a transportadora, pelo recorde no número de passageiros transportados (mais de 837 mil passageiros), o que representou um crescimento de 32,2% em relação ao ano anterior e 9,2% face a 2019.

O ano de 2022 também foi marcado pelo crescimento da frota da SATA Air Açores, que operou com sete aeronaves pela primeira vez na sua história, o que resultou do aumento do tráfego inter-ilhas, “impulsionado pelo desenvolvimento da tarifa Açores e pelo aumento do número de visitantes na Região Autônoma dos Açores”, frisa a SATA.

Em 2022, a SATA Air Açores realizou mais 2.914 voos inter-ilhas face a 2021 (+20,2%) e mais 2.024 voos comparativamente a 2019 (+13,2%), tendo sido registado “um crescimento saudável na receita média por passageiro”, mais 25% em relação a 2019 e mais 24% face a 2021. A taxa de ocupação (load factor) evoluiu para 73% ao ano, um aumento de 5 pontos percentuais em relação a 2021, embora ainda 5 pontos percentuais abaixo do valor de 2019.

“Esse crescimento de receita possibilitou a amortização do custo de introdução da nova aeronave no verão e a continuidade da sua operação ao longo do ano”, explica a SATA. A companhia aérea alcançou um resultado operacional antes de juros, impostos, depreciações e amortizações de 7,8 milhões de euros. Esse valor é inferior a 2019 em 7,5 milhões de euros, e a 2021 em 5,9 milhões de euros.

De acordo com o comunicado, além dos custos de introdução da nova aeronave, o resultado operacional foi impactado pelo aumento significativo do custo de combustíveis (+5,2 milhões de euros em relação a 2019 e +5,9 milhões de euros em relação a 2021), pelos custos de combate à pandemia no primeiro trimestre, devido às graves disrupções nas cadeias de abastecimento, e pela desvalorização do euro em relação ao dólar americano.

O resultado líquido foi de -2,5 milhões de euros, uma melhoria de 4,3 milhões de euros em relação a 2021. “Esse resultado foi marginalmente condicionado por rubricas puramente contabilísticas e influenciado por custos de reestruturação e por custos da divida adicional destinada a enfrentar a pandemia”, defende a transportadora.

As perspectivas para 2023 são positivas nas duas companhias aéreas do grupo. No entanto, estima-se que os principais riscos possam advir de fatores externos à organização, como a instabilidade nos mercados financeiros, que pode impactar a procura, e a volatilidade dos preços dos fatores nos mercados internacionais.

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