Sábado, Novembro 26, 2022
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Conferência IPBN: “Irlanda é um dos mercados turísticos que mais cresce em receitas para Portugal”

Apesar de representar apenas 3% das receitas turísticas em Portugal, a Irlanda é um dos mercados turísticos que mais cresce em receitas no nosso país este ano, comparativamente a 2019, de acordo com o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, que citou os números durante a sua participação na conferência de Turismo do Ireland Portugal Business Network (IPBN) esta quinta-feira, dia 29.

“A Irlanda representa 3% das receitas do nosso market share em termos de mercados internacionais, mas é um dos mercados que mais cresce, 9,5% comparado a 2019”, afirmou Luís Araújo.

Foi para falar do presente e do futuro do turismo em Portugal, que o responsável esteve presente na conferência do IPBN que decorreu na Universidade Europeia.

Depois de dois anos “de caos”, o “turismo em Portugal está de volta em 2022”, afirmou. “De janeiro a julho, estamos 5% acima das dormidas, comparativamente ao mesmo período de 2019. A boa notícia é que quando falamos de receitas estamos 12% acima de 2019 (10,8 mil milhões de euros). Este é um resultado incrível, porque só esperávamos estes números no próximo ano. Tem a ver muito com a conectividade, trabalhamos na recuperação de muitas das ligações e operações que tínhamos”, disse.

Segundo Luís Araújo, um dos fatores mais importantes para “esta recuperação tão rápida” foi o “reconhecimento da marca Portugal internacionalmente”, dando o exemplo do mercado do Reino Unido. “Por que é que Portugal é tão valorizado pelos britânicos? Porque é considerado um destino trendy, juntamente com outros atributos: é tradicional, friendly, divertido, autêntico, original, charmoso, sociável”, disse o responsável, citando um estudo sobre a perceção da marca Portugal elaborado em 2019.

Luís Araújo lembrou que a principal meta do Turismo em Portugal é atingir os 27 mil milhões de euros de receitas em 2027. “Neste momento, estamos acima das previsões, este ano vamos bater um recorde de receitas. Inclusivamente, o Banco de Portugal prevê melhores resultados do que estes que esperamos em 2027”.

No entanto, o responsável sublinhou que este objetivo deve ser alcançado “com responsabilidade”, resultando não só “no desenvolvimento do país, mas também “na perceção que Portugal é um destino sustentável.

Para atingir este objetivo, Luís Araújo recordou o lançamento, em 2021, do Plano “Reativar Turismo | Construir o Futuro”, com uma dotação de 6 mil milhões de euros até 2027, focado em quatro pilares: ganhar a confiança, gerar negócio, construir um melhor futuro, apoiar as empresas.

“Um terço desse investimento já está em campo, através de campanhas, apoios ao setor ou formação, mas o pilar mais importante é o do futuro, temos um grande desafio, não só para a sustentabilidade da atividade, como do nosso planeta e da sociedade”, afirmou.

Luís Araújo explicou que o Turismo de Portugal está focado na mudança de atitude de toda a cadeia de valor. “Não se trata apenas de usar a sustentabilidade como uma campanha de marketing e dizer que somos sustentáveis, é mudar toda a cadeia de valor, desde a oferta até à procura. Sim, queremos atrair turistas preocupados com a sustentabilidade, mas estamos também muito preocupados em transformar a nossa oferta de forma sustentada”, disse, recordando, para este efeito, o lançamento do Programa Empresas Turismo 360º. “Neste momento, temos mais 80 empresas que se comprometeram com este programa, representam mais 15 mil colaboradores e receitas de 2 mil milhões de euros”.

Veja aqui a conferência completa do IPBN sobre turismo:

*O TNews foi media partner da conferência

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