Um novo aeroporto de Lisboa não iria alterar muito a operação da SATA, diz presidente da companhia

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O presidente da SATA afirmou esta quinta-feira, dia 29, que um novo aeroporto em Lisboa não traria grandes mudanças à operação da SATA, apesar de reconhecer que faria a diferença para o país. Luís Rodrigues foi questionado sobre a importância de um novo aeroporto de Lisboa para a SATA, durante a conferência sobre turismo do Ireland Portugal Business Network, na qual foi orador no painel “A transformação e reposicionamento do Turismo em Portugal”.

“Se mudaria a operação da SATA? Como uma companhia pequena, tenho de analisar as oportunidades e compreender as dinâmicas da concorrência. Penso que não mudaria muito, porque a nossa missão é voar entre dois continentes e fazer um grande stopover nos Açores, queremos levar as pessoas dos EUA para a Europa. Não estou tão preocupado se voo deste ou daquele aeroporto. Temos um grande operação no Porto, estamos a olhar para Faro também. Não acho que um novo aeroporto em Lisboa mudaria muita coisa para a SATA”, afirmou.

Já quanto ao prazo de construção do aeroporto e a sua localização, Luís Rodrigues defendeu que o mais importante é a tomada de decisão: “Tomem uma decisão, onde quer seja”.

Luís Rodrigues lembrou que, na Cimeira do Turismo Português que decorreu na passada terça-feira, 27, o primeiro-ministro afirmou “que a decisão seria tomada daqui a um ano, mas no minuto a seguir ouvi comentários a dizer que não será bem assim, porque tem de haver uma discussão pública. Nada acontecerá, de certeza, dentro dos próximo dez anos ou 15 anos, no aeroporto de Lisboa. Haverá melhorias, mas não alterará dramaticamente as coisas”. Por sua vez, na mesma cimeira, “a secretária de Estado do Turismo disse que 50% do tráfego é feito através de outros aeroportos do país, temos de lidar com isso, o tráfego de Lisboa não terá capacidade para crescer muito mais do que cresceu até agora, por causa das suas limitações. Temos outros aeroportos internacionais no país, incluindo os Açores, que temos de desenvolver”.

O presidente da SATA tirou ainda outra conclusão: “A tecnologia está a desenvolver-se tanto que vamos investir milhões num novo aeroporto que provavelmente estará pronto quando os aviões serão capazes de levantar voo verticalmente, não precisamos de pistas mas esse é o destino do nosso país”.

1 COMENTÁRIO

  1. A SATA tem as aeronaves certas para as ligações costeiras Europa – EUA com eventual paragem nos Açores. Quanto à descolagem vertical no longo curso presumo que seja uma forma de expressão.

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