Conflito no Médio Oriente leva britânicos a recorrer mais às agências de viagens e a optar por férias de curta distância

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O conflito no Médio Oriente está a alterar os hábitos de reserva dos turistas britânicos, que procuram maior segurança e aconselhamento especializado na preparação das férias. É esta uma das principais conclusões de um estudo divulgado pela ABTA – The Travel Association, que mostra que 31% dos adultos do Reino Unido estão agora mais propensos a reservar as suas viagens através de agentes de viagens ou operadores turísticos.

Segundo a associação, o conhecimento (53%), a especialização (44%) e a segurança proporcionada pelos pacotes turísticos (41%) são as principais razões apontadas pelos inquiridos para recorrerem aos profissionais do setor.

O estudo revela ainda que 27% dos britânicos estão mais inclinados a reservar um pacote turístico do que antes do agravamento da situação no Médio Oriente. Entre os fatores mais valorizados estão a organização integral da viagem (52%), o direito a reembolso ou substituição caso a viagem seja cancelada (48%) e a relação qualidade-preço (38%).

Europa domina as escolhas para o verão

A instabilidade geopolítica e os constrangimentos nas ligações aéreas para o Médio Oriente estão também a influenciar a escolha dos destinos de férias. De acordo com a ABTA, 84% dos britânicos que planeiam viajar para o estrangeiro nos próximos 12 meses pretendem passar férias na Europa.

A Espanha continua a liderar as preferências, sendo escolhida por 38% dos inquiridos, seguida por Itália (23%), França (19%) e Grécia (18%). Portugal ocupa a quinta posição, surgindo nos planos de 15% dos britânicos que pretendem viajar durante o verão.

Apesar da preferência por destinos de curta distância, o interesse por viagens de longo curso mantém-se, com os Estados Unidos (13%), Peru (8%), Austrália (6%) e Japão (6%) entre os destinos mais referidos.

O estudo evidencia ainda uma tendência para reservas cada vez mais próximas da data da viagem. Entre os britânicos que pretendem viajar ao estrangeiro neste verão, 30% afirmam que irão reservar entre duas e quatro semanas antes da partida, enquanto 10% admitem fazê-lo com menos de duas semanas de antecedência.

Segundo a ABTA, esta tendência reflete a expectativa de muitos consumidores em relação à evolução dos preços e ao impacto do atual contexto económico e geopolítico.

Para Mark Tanzer, diretor executivo da ABTA, embora os acontecimentos internacionais estejam a influenciar a forma como as pessoas planeiam as férias, a vontade de viajar continua elevada.

“As pessoas continuam determinadas a viajar, e os agentes de viagens e operadores turísticos do Reino Unido estão numa posição privilegiada para ajudá-las a encontrar as melhores opções e a interpretar as mais recentes recomendações de viagem”, afirma.

O estudo da ABTA foi realizado entre 8 e 19 de maio de 2026 junto de uma amostra representativa de 2.000 adultos do Reino Unido.

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