Terça-feira, Fevereiro 10, 2026
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Conversas de Verão | Com Horácio Rebelo, Portimar

“Conversas de Verão” é uma rubrica descontraída que dá a conhecer o lado mais pessoal dos profissionais do turismo. Em pequenas entrevistas, falamos de destinos de sonho, malas de férias e memórias marcantes — sempre com o objetivo de valorizar quem faz o setor acontecer.

Horácio de Sá Viana Rebelo | Product and Contracting Manager da Portimar

Que destino escolheria para umas férias sem pensar em trabalho?

É difícil não pensar em trabalho e desligar 100% nas férias. Tenho o (bom? mau?) hábito de ver regularmente as mensagens de e-mail no telemóvel e atendo sempre todas as chamadas telefónicas.

Mas, para me ajudar a desligar, seria certamente uma viagem ao outro lado do mundo, nomeadamente ao Japão e à Austrália. Seria uma viagem de cerca de três semanas, bastante envolvente.

O que não pode faltar na sua mala de férias?

Não podem faltar uns ténis confortáveis, fato de banho sempre, uma malha para eventual tempo mais frio, algumas camisas e polos confortáveis, óculos de reserva “just in case” e o tablet, para estar comunicável com o meu mundo que deixei para trás, além de ler livros e revistas.

Que livro ou filme sobre viagens mais o marcou?
Equador, de Miguel Sousa Tavares, um livro muito bem escrito sobre um destino outrora português, que retrata bem Portugal e as colónias na altura da monarquia portuguesa.

Tem alguma memória de uma viagem que correu mal? O que aprendeu com essa experiência?

Viagem a Macau, China e Tailândia em 1998. São culturas e costumes que não são de todo a “minha praia”: desde a barreira da língua até aos mercados locais, com toda a espécie imaginável de animais (vivos) à venda, que nada têm a ver com a nossa cultura ocidental. Foi ótimo visitar o meu saudoso pai, que na altura trabalhava em Macau, mas, de resto, não retenho boas memórias.

Ainda na saída do hotel em Banguecoque para o aeroporto, o transferista perguntou: “Quer ir pela estrada normal ou autoestrada?” Eu disse que era indiferente, ao que ele retorquiu: “Se não for pela autoestrada, não sei se chegará a tempo.” Eu disse: “Seja.” Então ele referiu: “Então há uma taxa extra de 100 dólares!” Paguei, claro, contrariado — não podia de todo perder o voo.

Se pudesse inventar o resort ou hotel ideal, como seria?

Pela minha profissão, já visitei centenas de hotéis em Portugal, de norte a sul. O hotel ideal teria de estar a “walking distance” de uma boa praia, com um serviço de excelência e personalizado, uma boa restauração para as diversas refeições.

Os quartos teriam de ser amplos (mínimo 30 m²), com cama king size e almofadas confortáveis, bom ar condicionado individual, televisão com ecrã grande, minibar carregado, máquina de café, sofá e mesa de trabalho, bons amenities (sabão sólido essencial, não líquido!) e varanda com cadeirões e vista direta para o mar.

Uma boa piscina exterior e interior, ambas com água aquecida; parque de estacionamento coberto; mini-golfe; e campo de padel coberto para descontrair completariam o resort ideal.

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