Durante o mês de agosto, o TNews lança “Conversas de Verão”, uma rubrica descontraída que dá a conhecer o lado mais pessoal dos profissionais do turismo. Em pequenas entrevistas, falamos de destinos de sonho, malas de férias e memórias marcantes — sempre com o objetivo de valorizar quem faz o setor acontecer.
Com Sílvia Dias | Head of Marketing & Sustainability da Savoy Signature
Que destino escolheria para umas férias sem pensar em trabalho?
Japão. Uma viagem profundamente transformadora. É outro mundo. Tudo tem um ritmo próprio que nos ajuda a desligar: as ruas vibram com um frenesim cheio de energia, mas basta virar uma esquina para encontrar um beco tranquilo ou uma paisagem deslumbrante que nos faz parar. A gastronomia é uma surpresa constante — da street food aos restaurantes mais sofisticados, tudo é pensado e bem feito. A arquitetura mistura o antigo com o novo, sempre com equilíbrio. No meio desta combinação entre agitação e calma, é fácil esquecer o resto. E simplesmente estar.
O que não pode faltar na sua mala de férias?
Tenho o defeito assumido de querer levar a casa às costas, mas tenho feito (um enorme!) esforço para levar — não direi ainda “o essencial” — uma mala cada vez mais leve. Escolho peças neutras e confortáveis, vários livros (ainda não consegui escolher só um) e um perfume que evoque férias. Pouco mais. O objetivo é simplificar, para aproveitar mais.
Que livro ou filme sobre viagens mais o marcou?
“M Train”, da Patti Smith. Lê-se melhor com as suas músicas em fundo — como se o livro e a banda sonora se completassem. Não é um livro de viagens no sentido clássico, mas é feito de deslocações. Cafés, quartos de hotel, cidades com nevoeiro. Há uma melancolia bonita em tudo o que ela escreve — dá vontade de fazer as malas, sentar num café desconhecido e simplesmente estar.
Tem alguma memória de uma viagem que correu mal? O que aprendeu com essa experiência?
Felizmente, não tenho registo de férias desastrosas. Só alguns episódios por falta de planeamento: reservas esquecidas, horários ignorados, monumentos fechados. Gosto de viajar sem regras e aproveitar o tempo e os lugares com calma, mas percebi que um pouco de organização pode ajudar a viver essa liberdade com menos frustrações.
Se pudesse inventar o resort ou hotel ideal, como seria?
Creio que já existem alguns que se aproximam muito — há unidades verdadeiramente extraordinárias no mundo e em Portugal. Mas idealmente? Seria um hotel inserido na natureza, idealmente na praia, com uma arquitetura e estética minimalistas, mas muito confortável, serviço informal, mas impecável, uma piscina com vista e um restaurante com uma bela esplanada e gastronomia irrepreensível.
Se é profissional do turismo e quer participar na rubrica “Conversas de Verão”, envie o seu contributo respondendo a estas cinco perguntas para cmonteiro@tnews.pt.




