Conversas de verão | “O destino perfeito é aquele que nos devolve tempo”

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O TNews volta a publicar, este verão, as ‘Conversas de verão’, uma rubrica que entra na sua segunda edição e que convida profissionais do turismo a partilharem o seu lado mais descontraído. Em pequenas entrevistas, descobrimos destinos de sonho, memórias de viagem, objetos indispensáveis na mala e outras histórias que revelam quem são as pessoas por detrás dos cargos.

João Miguel Silva | Country Manager Portugal da Smytravel

Que destino escolheria para umas férias sem pensar em trabalho?

Escolheria a Namíbia, sem hesitar. Tive a oportunidade de a visitar no ano passado e ficou-me na memória pela grandiosidade das suas paisagens e pela tranquilidade que transmite. É um destino onde nos sentimos pequenos perante a natureza, desde as dunas infinitas do deserto até aos céus estrelados que parecem não ter fim. Para mim, seriam as férias perfeitas: um lugar onde é possível desligar completamente do ritmo do dia a dia, apreciar o silêncio e voltar com a sensação de que a verdadeira riqueza está nas experiências que vivemos.

O que não pode faltar na sua mala de férias?

Há três coisas que viajam sempre comigo: o telemóvel pronto para captar todos os momentos, roupa confortável e curiosidade. Gosto de experimentar a gastronomia local, falar com as pessoas, descobrir ruas sem destino e regressar com histórias, não apenas com fotografias. E, claro, um power bank, porque hoje em dia só a bateria do telemóvel não chega (risos).

Que livro ou filme sobre viagens mais o marcou?

Escolho A Vida Secreta de Walter Mitty. É um filme que nos lembra que, muitas vezes, as maiores viagens começam quando decidimos sair da nossa zona de conforto. Além das paisagens incríveis, transmite uma mensagem que faz muito sentido para mim: a vida deve ser vivida, não apenas planeada.

Tem alguma memória de uma viagem que correu mal? O que aprendeu com essa experiência?

A verdade é que nunca tive uma viagem que corresse verdadeiramente mal. Já tive pequenos imprevistos, como todos os viajantes, mas aprendi que são precisamente essas situações que acabam por dar origem às melhores histórias. Viajar ensinou-me que nem tudo pode ser controlado e que, muitas vezes, os melhores momentos acontecem quando aceitamos mudar os planos.

Se pudesse inventar o hotel, resort ou destino ideal, como seria?

Inventava um hotel onde não existisse um programa de atividades. Em vez disso, à chegada, cada hóspede recebia apenas uma frase: “Faça apenas aquilo para que nunca tem tempo durante o resto do ano.” Para uns seria dormir, para outros ler um livro, caminhar, mergulhar, conversar ou simplesmente ficar a olhar para o mar. Acho que o destino perfeito é aquele que nos devolve tempo, porque esse é o bem mais precioso que temos.

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