Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), considerou esta terça-feira, dia 18, que o país necessita de estabilidade política para que não sejam bloqueados dossiers em curso que têm relação direta e indireta com a atividade turística, como é o caso da privatização da TAP, do Novo Aeroporto ou da execução do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência.
O responsável falava na conferência “Turismo do Algarve: Superar Desafios, Construindo o Amanhã”, que celebra os 55 anos da Região de Turismo do Algarve.
“Há necessidades que o turismo deve ver atendidas e resolvidas para continuar a criar riqueza e emprego”, começou por dizer Francisco Calheiros, acrescentando que “seja qual for a solução política e governativa nos próximos meses, a CTP não irá desmobilizar e continuará a insistir em alguns pontos estratégicos”.
Estes dividem-se por uma efetiva reforma do Estado, um novo aeroporto, o TGV e a modernização da ferrovia, uma gestão mais eficiente dos territórios e soluções para a falta de mão-de-obra, reforço do investimento em formação e valorização das profissões turísticas.
“O turismo dá valor ao país, gera riqueza e cria postos de trabalho como nenhuma outra atividade. Além disso, induz efeitos muito significativos na economia pelo estímulo a outros setores, assegura uma importante fonte de receitas fiscais e leva mais longe o nome Portugal”, referiu.
No seu discurso, Francisco Calheiros abordou os resultadoss de 2024, um ano de recordes para o Algarve. Em 2024, a região registou, pela primeira vez, a marca dos 5,2 milhões de hóspedes, tendo fechado o ano com 1,7 mil milhões de euros, no que diz respeito aos proveitos.
O Algarve continua a afirmar-se como “um dos principais destinos turísticos nacionais, na medida em que, ano após ano, recebe mais turistas nacionais e internacionais”.
Este ano, as previsões são de crescimento do número de turistas no Algarve, sobretudo de norte-americanos, graças aos voos diretos da United Airlines, que vão ligar Faro a Nova Iorque em maio. Por sua vez, Francisco Calheiros acredita que o mercado interno “deverá ter um aumento consolidado”, à medida do que aconteceu em 2024.
“Apesar de algumas narrativas que surgiram no ano passado apontarem para um divórcio dos portugueses com o Algarve, os dados mostram precisamente o contrário: houve um crescimento de 1,3% no mercado nacional e de 3% no internacional.”
Contudo, acrescentou, a competitividade do Algarve dependerá da sua capacidade de gerir os seus recursos naturais de forma equilibrada, garantindo que a oferta turística continue a crescer de forma inovadora, mas sobretudo sustentável.





