A Delta Air Lines prevê ultrapassar em 2026 os resultados recorde alcançados em 2025, impulsionada pela forte procura nas ligações transatlânticas, e destaca Portugal como um dos “mercados-chave na Europa”. Em entrevista ao TNews, Matteo Curcio, vice-presidente Sénior para a Europa, Médio Oriente, África e Índia (EMEAI), sublinha a relevância do país tanto no segmento de lazer como de negócios, num contexto de crescimento da procura nos dois sentidos do Atlântico.
“Depois de termos celebrado os nossos 100 anos o ano passado com resultados recorde, 2026 está a caminho de ultrapassar 2025”, afirmou o responsável, acrescentando que “a procura por viagens transatlânticas continua extremamente forte” e que a Europa será, novamente, “uma das nossas regiões internacionais mais promissoras”.
Neste enquadramento, Portugal continua a assumir um papel central na operação da companhia. “Portugal vai continuar a ser, uma vez mais este ano, um mercado-chave tanto para os clientes empresariais como os de lazer, e um dos destinos mais populares para os viajantes norte-americanos”, refere.
A Delta indica também que a procura no sentido inverso está a crescer, sublinhando que “a procura dos clientes portugueses para os EUA parece igualmente numa trajetória de crescimento”, sinalizando um reforço da dinâmica bilateral.
Companhia reforça operação e mantém foco no longo prazo
Matteo Curcio destaca que o investimento continuado no mercado português reflete uma estratégia sustentada, afirmando que “o investimento consistente da Delta no mercado reforça o nosso compromisso a longo prazo com o sul da Europa”, acrescentando que a companhia continua a monitorizar “o panorama competitivo e as eventuais oportunidades de expansão”.
Atualmente, a Delta opera duas ligações diretas durante todo o ano entre Lisboa e os Estados Unidos — Nova Iorque-JFK e Boston — que, segundo a companhia, têm permitido “a um número crescente de clientes portugueses ligar-se a uma vasta gama de destinos nos EUA e mais além”.
Desde o início das operações em Portugal, em 2017, a empresa refere ter transportado cerca de 1,5 milhões de passageiros entre os dois países.
No âmbito da expansão da operação, a companhia prepara-se para reforçar a oferta com o lançamento da ligação direta entre o Porto e Nova Iorque-JFK, com início previsto para 21 de maio de 2026. Segundo a transportadora, “o primeiro serviço diário sem escalas da Delta entre o Porto e Nova Iorque-JFK (…) faz parte da expansão transatlântica da Delta e reflete o compromisso da companhia em oferecer mais destinos”.
Este verão, a Delta vai ainda operar o seu “maior programa transatlântico de sempre”, com mais de 670 voos semanais e ligações entre 11 cidades norte-americanas e 28 destinos europeus.
Mercado norte-americano ganha relevância no turismo em Portugal
O responsável sublinha também o peso crescente dos Estados Unidos no turismo nacional, citando dados recentes. “Os EUA ascenderam à posição de terceiro maior mercado internacional em termos de dormidas em 2025, com cerca de 4,5 milhões de dormidas, o que corresponde a 9,6% do total de dormidas de não residentes”, refere.
Em termos operacionais, a Delta destaca ainda o reforço de capacidade nas rotas de Lisboa, com a introdução do Airbus A330-900neo, que permitiu um aumento de cerca de 30% na oferta de lugares, incluindo nas classes superiores.
Além da operação própria, a transportadora salienta as parcerias com a Air France e a KLM, que permitem alargar a conectividade para outros destinos europeus, incluindo o Porto, através de voos em codeshare via Paris e Amesterdão.



