O descarrilamento do Elevador da Glória, ocorrido esta quarta-feira ao final da tarde na Calçada da Glória, em Lisboa, provocou 15 mortos e 18 feridos, de acordo com informação confirmada pelo INEM. Entre os feridos, cinco estão em estado grave e 13 têm ferimentos ligeiros, incluindo duas crianças.
O acidente aconteceu pelas 18h04 e mobilizou de imediato bombeiros, INEM, Proteção Civil e equipas da Câmara Municipal de Lisboa. As operações de socorro prolongaram-se até perto das 20h00, altura em que todas as vítimas já tinham sido retiradas do interior do veículo.
Segundo o responsável do INEM Tiago Augusto, os feridos foram transportados para os hospitais de Santa Maria, São José, São Francisco Xavier, Cascais e Amadora-Sintra. No Hospital de São José entraram nove feridos, cinco dos quais em estado grave. Entre eles, uma criança de três anos, estável, foi transferida com o pai para o Hospital Dona Estefânia, enquanto a mãe, grávida e com ferimentos ligeiros, foi encaminhada para a Maternidade Alfredo da Costa.
Em resposta, o presidente da Câmara, Carlos Moedas, determinou a suspensão imediata dos ascensores da Bica e do Lavra e do Funicular da Graça, para inspeção técnica. Todos são geridos pela Carris e foram projetados pelo engenheiro Raoul Mesnier de Ponsar.
Em comunicado, o Gabinete do Primeiro-Ministro expressou “profunda consternação e solidariedade às vítimas e suas famílias” e garantiu que o Governo está em “contacto permanente” com a Câmara Municipal e as autoridades de emergência.
Também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou “profundamente” o acidente e apresentou o seu pesar e solidariedade às famílias, sublinhando a necessidade de um rápido esclarecimento das causas.
O Governo decretou luto nacional para esta quinta-feira.
O Elevador da Glória, gerido pela Carris, liga os Restauradores ao Jardim de São Pedro de Alcântara, num percurso de 265 metros, sendo um dos transportes turísticos mais emblemáticos de Lisboa



