Quinta-feira, Fevereiro 9, 2023
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Diretiva da UE sobre relatórios de sustentabilidade empresarial é aprovada

O Conselho Europeu deu a sua aprovação final à Diretiva sobre Relatórios de Sustentabilidade Empresarial (CSRD), que exigirá que mais empresas publiquem informação detalhada sobre o seu impacto ambiental, noticia o Business Travel News.

Esta diretiva baseia-se em regras existentes sobre relatórios não financeiros, introduzidas na diretiva de relatórios não financeiros de 2014 (NFRD), com mais empresas europeias e não europeias a estarem sujeitas, no futuro, a requisitos relativos a relatórios de sustentabilidade. A diretiva aplica-se a todas as grandes empresas da UE, tanto públicas como privadas, e aplicar-se-á ainda a cerca de 50.000 organizações.

“As novas regras tornarão mais empresas responsáveis pelo seu impacto na sociedade e irão orientá-las para uma economia que beneficia as pessoas e o ambiente”, disse Jozef Síkela, ministro da Indústria e Comércio da República Checa. “Os dados sobre a pegada ambiental e social estarão disponíveis publicamente para qualquer pessoa interessada nessa informação”.

As empresas terão que fornecer detalhes sobre questões sociais e de governação, divulgar informações sobre o seu processo de “due diligence” em matéria de sustentabilidade, detalhar os efeitos negativos das suas operações, e indicar as suas emissões de carbono.

A Global Business Travel Association congratulou a aprovação da Diretiva sobre Relatórios de Sustentabilidade Empresarial. “O nível alargado de relatórios permitirá aos investidores e aos profissionais de aquisições aferir os novos fornecedores, não só em termos de métricas financeiras, mas também em relação ao objetivo do fornecedor, à política de ESG e às credenciais de sustentabilidade”, disse Catherine Logan, vice-presidente regional – EMEA, GBTA.

Esta nova diretiva entrará em vigor a partir de 2024. A partir de 1 de janeiro de 2024, será aplicável a grandes entidades de interesse público (com mais de 500 trabalhadores) já sujeitas à Diretiva de Relatório Não Financeiro, com relatórios previstos para 2025. Um ano mais tarde, no dia 1 de janeiro de 2025, abrangerá grandes empresas, atualmente não sujeitas à Diretiva de Relatório Não Financeiro (com mais de 250 funcionários e/ou vendas de 40 milhões de euros e/ou ativos totais de 20 milhões de euros), com relatórios a serem entregues a partir de 2026. A partir de 1 de janeiro de 2026, será aplicável a pequenas e médias empresas (PMEs) e outras empresas, que deverão entregar relatórios em 2027. As PMEs podem estar isentas da exigência até 2028, refere o Business Travel News.

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