Dormidas aumentam 1,5% e proveitos turísticos ultrapassam 4 mil milhões até julho

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O alojamento turístico registou 46,5 milhões de dormidas entre janeiro e julho de 2026, mais 1,5% do que no mesmo período do ano passado, enquanto os proveitos totais aumentaram 5,3%, para 4.073,2 milhões de euros, segundo os dados divulgados esta segunda-feira, 31 de agosto, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Só em julho, as dormidas cresceram 2,1%, para 9,6 milhões, e os proveitos avançaram 4,9%, para 923,7 milhões de euros.

Em julho, os estabelecimentos de alojamento turístico receberam 3,4 milhões de hóspedes, um aumento homólogo de 1%. O crescimento das dormidas foi sustentado tanto pelo mercado interno como pelo externo, com as dormidas de residentes a aumentarem 5,1%, para 3,1 milhões, e as de não residentes a crescerem 0,7%, para 6,6 milhões. Desta forma, a procura externa regressou a terreno positivo depois da quebra de 0,5% registada em junho.

Entre os dez principais mercados emissores, responsáveis por 74% das dormidas de não residentes, o Reino Unido manteve-se como o principal mercado, com uma quota de 18,4% e um crescimento de 3%. Espanha ocupou a segunda posição, representando 10,8% do total e crescendo 1,6%, enquanto a Alemanha, com uma quota de 9,3%, registou um aumento de 5,3%, depois da quebra de 4,6% observada em junho.

A Polónia apresentou o crescimento mais expressivo entre os dez principais mercados emissores, de 10,8%, enquanto França voltou a registar a maior redução, de 5,9%.

Em destaque esteve também o mercado norte-americano, cujas dormidas diminuíram 3,1%, naquela que foi apenas a segunda quebra desde a pandemia. A anterior tinha ocorrido em fevereiro de 2025, com uma descida de 4,4%, que o INE admite poder ter sido influenciada por um efeito de calendário associado ao Carnaval. Em maio e junho deste ano, as dormidas de residentes nos Estados Unidos tinham aumentado 6,1% e 2,9%, respetivamente.

A redução do mercado norte-americano em julho foi particularmente expressiva na Grande Lisboa, que perdeu 16,9 mil dormidas, correspondentes a uma quebra de 6%, e no Algarve, onde se registaram menos 6,3 mil dormidas, uma descida de 6,7%. Em sentido contrário, o Norte contabilizou mais 10,7 mil dormidas provenientes dos Estados Unidos, um aumento de 9,3%. Apesar da quebra mensal, no acumulado dos primeiros sete meses do ano, o mercado norte-americano manteve uma evolução positiva, com um crescimento de 3,4%, equivalente a mais 104,8 mil dormidas.

Alentejo e Norte lideram crescimento das dormidas

Por regiões, o Alentejo registou o maior crescimento das dormidas em julho, de 7,7%, seguido pelo Norte, com 6,3%. Em sentido contrário, os Açores e a Madeira apresentaram as maiores quebras, de 1,2% e 0,9%, respetivamente.

O Algarve continuou a concentrar a maior parcela da procura, com 30,8% do total de dormidas, seguido pela Grande Lisboa (20,2%) e pelo Norte (17,4%). Em conjunto, estas três regiões representaram 68,4% das dormidas registadas no país.

Entre os residentes, os maiores crescimentos verificaram-se no Alentejo (+11,1%) e no Norte (+8,6%), enquanto Açores (-6,1%) e Madeira (-3,2%) foram as únicas regiões a apresentar reduções. Já nas dormidas de não residentes, o Norte registou o maior aumento (+5,1%), seguido da Península de Setúbal (+4,4%). As maiores quebras ocorreram no Centro (-9,1%) e no Oeste e Vale do Tejo (-5,3%).

Ao nível municipal, Lisboa concentrou 15,9% das dormidas nacionais, com 1,5 milhões, um valor idêntico ao registado em julho de 2025. Albufeira ocupou a segunda posição, com 1,1 milhões de dormidas e um crescimento de 3,6%.

O Porto ficou em terceiro lugar, com 690,6 mil dormidas e uma subida de 5,5%, o crescimento mais expressivo entre os dez principais municípios. A evolução resultou de aumentos de 18,9% nas dormidas de residentes e de 3,5% nas de não residentes. Ponta Delgada apresentou a maior quebra entre os dez principais municípios, de 3,9%.

Proveitos atingem 923,7 milhões de euros em julho

Só em julho, os proveitos totais dos estabelecimentos de alojamento turístico atingiram 923,7 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento ascenderam a 734,4 milhões de euros, correspondendo a aumentos homólogos de 4,9% em ambos os indicadores.

O Algarve concentrou 35% dos proveitos totais e 35,1% dos proveitos de aposento, seguindo-se a Grande Lisboa, com 21,2% e 21,9%, respetivamente, e o Norte, com 14,1% e 14,2%.

Os proveitos aumentaram em todas as regiões à exceção da Grande Lisboa, onde os proveitos totais recuaram 2% e os de aposento diminuíram 2,2%. O Alentejo apresentou os crescimentos mais elevados, de 19,8% nos proveitos totais e 19,7% nos de aposento, seguido pela Península de Setúbal, com aumentos de 10,9% e 10,6%, respetivamente.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 104,3 euros em julho, mais 1,8%, enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) aumentou 3,2%, para 154,9 euros. O Algarve apresentou o RevPAR mais elevado do país, de 151,4 euros, seguido da Madeira (127,1 euros) e dos Açores (122,6 euros). No ADR, o Algarve voltou a liderar, com 203,2 euros, seguindo-se o Alentejo, com 168,8 euros.

Apesar do crescimento das dormidas e dos proveitos, as taxas de ocupação mantiveram uma trajetória de decréscimo. A taxa líquida de ocupação-cama fixou-se em 59,9%, menos 0,5 pontos percentuais do que em julho de 2025, enquanto a ocupação-quarto recuou 0,9 pontos percentuais, para 67,3%. Madeira (70,5%) e Algarve (69,9%) apresentaram as taxas de ocupação-cama mais elevadas.

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