O setor do alojamento turístico em Portugal registou 3,1 milhões de hóspedes e 8,1 milhões de dormidas em junho de 2025, traduzindo-se em crescimentos homólogos de 2,5% e 3,1%, respetivamente. Os dados divulgados esta quinta-feira, 31 de julho, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que as dormidas de não residentes voltaram a crescer, após uma ligeira quebra no mês anterior.
Após uma ligeira quebra em maio (-0,1%), as dormidas de não residentes subiram 2,0% em junho, totalizando 5,7 milhões. Já as dormidas de residentes mantiveram o ritmo de crescimento, com um aumento de 5,8%, atingindo 2,4 milhões.
Alemanha destaca-se entre os mercados internacionais
Entre os principais mercados emissores, a Alemanha registou o maior crescimento em junho, com um aumento de 9,0% nas dormidas. O Canadá também evidenciou uma subida significativa (+7,7%), seguido pelos Estados Unidos(+5,5%). Em contraciclo estiveram os mercados francês e brasileiro, com quebras de 8,2% e 7,5%, respetivamente.
O Reino Unido manteve-se como o principal mercado emissor, representando 20,3% das dormidas de não residentes, apesar de uma ligeira quebra de 1,0% face ao mesmo mês do ano anterior.
Todas as regiões do país registaram aumentos no número de dormidas em junho. O destaque vai para o Alentejo, com um crescimento de 9,6%, e para o Norte, com +6,6%. O Algarve concentrou 29,4% do total de dormidas, seguido pela Grande Lisboa (21,9%).
As dormidas de residentes aumentaram sobretudo na RA Madeira (+37,7%), no Alentejo (+13,6%) e no Oeste e Vale do Tejo (+9,2%). Já entre os não residentes, os maiores crescimentos ocorreram na Península de Setúbal (+9,9%) e no Norte (+8,3%).
A estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico foi de 2,59 noites, um ligeiro aumento de 0,6% em termos homólogos. As estadias mais longas continuaram a verificar-se na RA Madeira (4,51 noites) e no Algarve(3,91 noites), acima da média nacional.
A duração média das estadias de residentes aumentou 4,2%, enquanto a dos não residentes recuou 1,1%.
Proveitos continuam a crescer, mas ritmo abranda
Os proveitos totais ascenderam a 751,8 milhões de euros e os proveitos de aposento a 583,4 milhões, traduzindo-se em crescimentos de 7,6% e 7,9%, respetivamente. Estes valores representam, no entanto, um abrandamento face ao mês anterior, em que se registaram aumentos de 8,7% e 8,8%.
A RA Madeira destacou-se com os maiores aumentos de proveitos (+17,7% nos totais e +20,0% nos de aposento), seguida pelo Norte (+12,2% e +11,4%). A Grande Lisboa apresentou os crescimentos mais modestos (+1,1% e +1,2%).
Indicadores de rentabilidade sobem, mas Lisboa recua
O RevPAR (rendimento por quarto disponível) situou-se nos 89,5 euros (+5,4%) e o ADR (preço médio por quarto ocupado) fixou-se nos 137,4 euros (+4,9%). A Grande Lisboa registou o valor mais elevado de RevPAR (131,4 euros), mas foi a única região com quebra neste indicador (-1,0%).
A RA Madeira voltou a destacar-se com os maiores crescimentos: +17,2% no RevPAR e +14,1% no ADR.
Lisboa lidera em dormidas, Lagos e Portimão em forte crescimento
O município de Lisboa manteve-se como o mais procurado, com 1,4 milhões de dormidas (17,5% do total), seguido por Albufeira (896,7 mil dormidas). Já Porto (613 mil dormidas) registou um crescimento de 6,3%, impulsionado tanto por residentes como por não residentes.
Entre os destaques positivos estão também os municípios algarvios de Lagos (+9,6%) e Portimão (+8,2%), com subidas acentuadas das dormidas de residentes.



