O alojamento turístico registou 7,2 milhões de dormidas em abril, um aumento homólogo de 0,6%, sustentado exclusivamente pela procura internacional, enquanto as dormidas de residentes voltaram a recuar pelo segundo mês consecutivo, segundo os dados divulgados na passada sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
No total, o setor recebeu 2,9 milhões de hóspedes, mais 2,4% do que em abril de 2025. As dormidas de não residentes cresceram 1,2%, para 5,2 milhões, enquanto as dos residentes diminuíram 1,0%, totalizando 2,0 milhões de dormidas.
O INE destaca que o crescimento registado em abril representou um ligeiro abrandamento da procura externa face a março, mês em que as dormidas de não residentes tinham aumentado 2,9%. Já o mercado interno manteve a tendência negativa observada no mês anterior, embora com menor intensidade, depois de uma quebra de 3,1% em março.
Apesar da evolução moderada da procura, os proveitos continuaram a crescer. Os proveitos totais atingiram 600,7 milhões de euros, mais 5,2% em termos homólogos, enquanto os proveitos de aposento aumentaram 4,0%, para 453,1 milhões de euros.
O desempenho dos principais mercados emissores foi heterogéneo. Entre os dez maiores mercados internacionais para Portugal, o Canadá registou o crescimento mais expressivo, com uma subida de 12,0% nas dormidas, seguido pelos Países Baixos, que cresceram 9,9%.
Em sentido contrário, o mercado italiano apresentou a maior quebra entre os principais emissores, com uma redução de 9,7% nas dormidas. Segundo o INE, trata-se do decréscimo mais acentuado deste mercado desde março de 2021.
Os indicadores de rentabilidade registaram igualmente evolução positiva. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se nos 69,8 euros, refletindo um crescimento de 0,6%, enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) aumentou 2,3%, para 118,0 euros.
O INE alerta, contudo, que a comparação homóloga dos resultados de abril poderá ter sido influenciada pela estrutura móvel do calendário, nomeadamente pelos efeitos associados ao período da Páscoa, que este ano ocorreu em datas diferentes das registadas em 2025.




