Quinta-feira, Setembro 29, 2022
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easyJet junta-se a fornecedor aeroespacial para acelerar a adoção de hidrogénio na aviação

A easyJet anunciou esta quarta-feira, dia 28, que está a trabalhar em parceria com a GKN Aerospace, um fornecedor aeroespacial de multi-tecnologia, para proceder na redução das emissões de carbono na aviação através da adoção de tecnologias de emissão zero de carbono.

A easyJet afirma que apoia o desenvolvimento da tecnologia Hydrogen Combustion (H2JET) e Hydrogen Fuel Cell (H2GEAR) da GKN Aerospace, incluindo a exploração das opções de demonstração de voo, como parte da ambição da companhia aérea de descarbonizar a aviação. Entre outros, a easyJet fornece informações sobre os requisitos operacionais e a sua economia.

O H2GEAR é um programa de colaboração do Reino Unido, liderado pela GKN Aerospace, com o objetivo de desenvolver um sistema de propulsão de hidrogénio líquido para aviões sub-regionais que possa ser ampliado para aviões maiores. O hidrogénio líquido está a ser convertido em eletricidade dentro de um sistema de células de combustível. “Essa eletricidade alimenta o avião com eficiência, elimina as emissões de carbono e cria uma nova geração de viagens aéreas limpas”, defende a easyJet.

O programa H2GEAR é apoiado por 27 milhões de libras (32 milhões de euros) de financiamento da ATI, acompanhados pela GKN Aerospace e os seus parceiros do setor.

O H2JET é um programa colaborativo sueco, de dois anos, liderado pela GKN Aerospace para impulsionar o desenvolvimento de subsistemas-chave para a propulsão a hidrogénio, baseada numa turbina a gás de aviões civis de médio alcance.

“Na easyJet, estamos comprometidos em trabalhar para um futuro com voos com zero emissão de carbono. Sabemos que a tecnologia é um fator-chave para atingir as nossas metas de descarbonização, com a propulsão a hidrogénio sendo pioneira para companhias aéreas de curta distância como a easyJet. As parcerias intersetoriais são fundamentais para desenvolver estas novas tecnologias promissoras e esperamos colaborar com a GKN Aerospace para apoiar a maturidade desta tecnologia o mais rápido possível”, afirma David Morgan, diretor de operações de voo da easyJet.

“Na GKN Aerospace, a sustentabilidade está no centro do nosso negócio. Aviões movidos a hidrogénio oferecem uma rota clara para manter as conexões no mundo, com céus dramaticamente mais limpos. O ecossistema aeroespacial está na vanguarda desta tecnologia. Estamos ansiosos para trabalhar com a easyJet e os nossos parceiros para desenvolver e industrializar a tecnologia inovadora para pilotar aviões com zero emissões de CO2”, sublinha Max Brown, vice-presidente de tecnologia da GKN Aerospace.

A companhia aérea está otimista de que poderá começar a transportar clientes em aviões movidos a combustão de hidrogénio, hidrogénio-elétrico ou um híbrido de ambos em meados da década de 2030.

Em novembro do ano passado, a easyJet juntou-se à Race to Zero, uma campanha global apoiada pela ONU para atingir emissões líquidas de carbono zero o mais tardar até 2050. Ao ingressar na Race to Zero, a companhia aérea comprometeu-se a estabelecer uma meta provisória fundamentada na ciência, para 2035, e atingir as emissões líquidas de carbono zero até 2050, em que a tecnologia para voos com emissão zero de carbono desempenhará um papel importante.

Além do carbono, a easyJet está também concentrada na redução do plástico – mais de 36 milhões de itens de plástico de uso único foram eliminados – bem como na redução do desperdício nas suas operações. A companhia também introduziu os novos uniformes da tripulação feitos de garrafas de plástico recicladas. Cada uniforme representa 45 garrafas, este movimento tem como objetivo evitar que 2,7 milhões de garrafas de plástico acabem em aterros sanitários ou nos oceanos nos próximos cinco anos.

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