Segunda-feira, Maio 20, 2024
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ETC prevê “forte recuperação do turismo” na Europa, embora num “ritmo mais lento” do que em 2022

A European Travel Commission (ETC) prevê uma “forte recuperação do turismo” este ano na Europa, embora num “ritmo mais lento” do que em 2022, de acordo com o último relatório da comissão, “European Tourism: Trends & Prospects”, publicado esta quinta-feira.

A ETC indica que “perspetivas para viagens à Europa são promissoras”, apesar das pressões globais, como a inflação, guerra na Ucrânia e consequente crise energética, e a iminente recessão económica.

O relatório salienta que, no ano passado, houve uma recuperação de 75% do volume de viagens de 2019 na Europa e prevê uma “forte recuperação do turismo em 2023, embora num ritmo mais lento” do que no ano passado.

Olhando para o futuro, a comissão acredita que as viagens internacionais para o continente europeu só vão atingir níveis os pré-pandémicos em 2025. Por outro lado, a ETC prevê que as viagens domésticas recuperem totalmente em 2024.

Destinos europeus a caminho da recuperação

O relatório da ETC declara, ainda, que quase um em cada dois destinos europeus recuperou mais de 80% das suas chegadas internacionais pré-pandémicas no ano passado. Globalmente, os destinos do sul do Mediterrâneo registaram a recuperação mais rápida em 2022, de acordo com os dados.

Os preços elevados estimularam a atratividade de destinos mais acessíveis, com muitos turistas internacionais a escolherem viajar para a Turquia (-2% do que em 2019) para beneficiarem de uma lira mais fraca. O Luxemburgo (-4%), Sérvia (-6%), Grécia (-6%), e Portugal (-7%) também se aproximam dos níveis de 2019.

Os destinos que demoraram mais a recuperar ficam no Leste Europeu, devido à guerra na Ucrânia e à escassez de visitantes russos em destinos fortemente dependentes deste mercado. Os declínios mais acentuados foram observados na Finlândia (-38% do que em 2019), Lituânia, Letónia e Roménia (todos com -42%).

Viagens transatlânticas continuam fortes

A ETC espera que as viagens transatlânticas continuem a fazer contribuições significativas para os destinos europeus. Segundo o relatório, os EUA lideram a recuperação das viagens de longo curso para a Europa, graças a restrições de viagens curtas e menos intensas e à força do dólar em relação ao euro. Os dados indicam que as chegadas dos viajantes americanos excederem os níveis de 2019 em quase um em cada quatro destinos europeus. As chegadas deste mercado à Europa ficaram 25% abaixo dos níveis de 2019 no ano passado e a comissão prevê que recuperem 82% do volumes de 2019 em 2023.

O Canadá tem um desempenho semelhante ao dos EUA, “se bem que um pouco mais fraco”, de acordo com os dados. As chegadas de turistas do Canadá à Europa estão 28% abaixo dos níveis de 2019 este ano.

“O crescimento da América do Norte, contudo, poderá abrandar em 2023, uma vez que as perspetivas económicas apontam para uma ligeira recessão devido a desafios associados à inflação, mercados de trabalho e à confiança dos consumidores e das empresas, entre outros”, conclui o relatório da comissão.

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