Filigrana Design Hotel abre em Viana do Castelo em 2027

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O Filigrana Design Hotel, novo hotel de quatro estrelas em Viana do Castelo, encontra-se em fase de construção e deverá ficar concluído em 2027. O projeto resulta da recuperação de um imóvel devoluto em Serreleis e terá um conceito inspirado na filigrana, no vinho e na ligação da região ao rio Lima.

A atualização sobre o projeto foi divulgada pelo COMPETE 2030, numa entrevista a André Meneses, CEO e fundador do Filigrana Design Hotel. Segundo o responsável, os trabalhos estão a decorrer “de acordo com o planeamento definido”, mantendo-se a conclusão da obra prevista para o próximo ano.

O projeto representa atualmente um investimento elegível de 5,92 milhões de euros, com um financiamento aprovado de 2,36 milhões, segundo dados divulgados pela CCDR Norte. A operação é promovida pela Equation Percentage, Lda.

“O Filigrana Design Hotel nasceu da ambição de criar um empreendimento turístico diferenciador, profundamente enraizado na identidade de Viana do Castelo e da região Norte”, explica André Meneses, acrescentando que o conceito procura conjugar património, design e experiências ligadas ao território.

A futura unidade está a ser desenvolvida no espaço do antigo restaurante Pedra Alta, encerrado há vários anos. Quando o projeto foi inicialmente apresentado, estava prevista a criação de um hotel com 26 quartos, restaurante, loja/workshop dedicada à filigrana e espaço para eventos, numa propriedade com mais de oito mil metros quadrados.

O empreendimento resulta da reabilitação do edifício existente e da construção de novas infraestruturas, com a filigrana a assumir um papel no design e na identidade da unidade. A proximidade ao rio Lima deverá também ser aproveitada para desenvolver experiências associadas à natureza e às atividades fluviais.

“O apoio do COMPETE 2030 tem sido determinante para transformar uma visão ambiciosa numa realidade, viabilizando a reabilitação de um imóvel devoluto”, afirma André Meneses.

O projeto está associado aos empresários Álvaro Lopes e Maria do Céu Gonçalves Lopes, que adquiriram a Quinta da Pacheca, no Douro, em 2012, e têm vindo a desenvolver investimentos nas áreas do turismo e do vinho.

Na apresentação do projeto divulgada anteriormente pelo COMPETE 2030, os promotores explicavam que o conceito assentava na combinação de três elementos ligados ao território: “o encanto e a sofisticação da filigrana, a elegância e a tradição do vinho e a emoção dos desportos de rio”, procurando transportar essas referências para a experiência hoteleira.

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