A FlixBus realizou esta quinta-feira, 6, em Lisboa, uma ação simbólica pela “mobilidade livre” e pela igualdade de acesso às infraestruturas públicas, centrada no Terminal de Sete Rios, onde a empresa continua impedida de operar, apesar da decisão vinculativa da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) que reconhece o seu direito de acesso.
A iniciativa reuniu 50 jovens e adultos vestidos com as cores da marca, numa ação que pretendeu “retratar o que ainda falta naquele terminal: mais verde, mais sustentabilidade, mais escolha e, consequentemente, preços mais baixos para os passageiros”, refere a empresa.

Lisboa continua a ser a única capital europeia onde a FlixBus não tem acesso ao principal terminal rodoviário da cidade. Segundo a operadora, este bloqueio representou perdas de até 12,5 milhões de euros só em 2024 e mantém milhares de passageiros fora do alcance de serviços de autocarro de longo curso, nomeadamente os que chegam de comboio e terminam a viagem em Sete Rios.
“Sete Rios é uma infraestrutura pública essencial, localizada no coração da cidade, operada por quem também é concorrente no mercado e que está, por motivos óbvios, a criar barreiras que ultrapassam a justiça, transparência e a livre concorrência num mercado aberto. A AMT foi clara na sua deliberação, que é vinculativa. Agora é tempo de transformar esta decisão em realidade. Lisboa é a única capital europeia onde a FlixBus não tem acesso ao principal terminal da cidade”, afirma Pablo Pastega, vice-presidente da FlixBus para a Europa Ocidental e diretor-geral da FlixBus em Portugal, presente na iniciativa.
Para destacar o tema, a empresa criou também o “Monopólio Expressos – Edição Sete Rios”, uma peça conceptual que transforma o tema num objeto gráfico de crítica e sensibilização. Inspirado no clássico “Monopólio”, o tabuleiro representa a impossibilidade de circular livremente entre operações de longo curso sem poder aceder ao terminal público. A peça não está à venda e foi enviada a stakeholders e entidades interessadas.

A AMT deliberou em maio de 2025 a favor da FlixBus, reconhecendo que não foi demonstrado o esgotamento de capacidade no terminal e que a recusa de acesso é discriminatória, tendo remetido o caso à Autoridade da Concorrência para avaliação de eventuais práticas restritivas.
A FlixBus opera em Portugal desde 2017 e lançou as rotas domésticas em 2020. Desde então já transportou mais de 15 milhões de passageiros e opera 44 linhas nacionais em cerca de 80 destinos, e 100 internacionais. A empresa faturou cerca de 90,6 milhões de euros em 2024 e trabalha actualmente com 15 parceiros portugueses. A Flix escolheu Lisboa para instalar o seu novo hub — com cerca de 60 colaboradores. A nível global, evitou mais de 1 milhão de toneladas de emissões em 2023 e está comprometida com a neutralidade carbónica até 2040 na Europa.
“A FlixBus não protesta: propõe. Convida a cidade, o país e o poder público a cumprir a lei e a construir um sistema de mobilidade verdadeiramente aberto, moderno e sustentável. Viajar de forma inteligente é escolher o futuro — e o futuro, hoje, já viaja de verde”, conclui Pablo Pastega.






