Sábado, Dezembro 10, 2022
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“Ganhar e reconquistar a confiança dos consumidores é provavelmente a tarefa maior que todos temos pela frente”

O presidente da Turismo do Centro de Portugal afirmou esta quarta-feira, dia 26 de maio, que “ganhar e reconquistar a confiança dos nossos consumidores é provavelmente a tarefa maior que todos temos pela frente, sejam eles os consumidores nacionais”. Pedro Machado falava na abertura da 7ª edição do Vê Portugal – Fórum Turismo Interno, que este ano se realiza pela primeira vez num formato híbrido (online e nas Caldas da Rainha), devido à pandemia.

O responsável da Turismo do Centro, enumerou os cinco pilares prioritários que o setor do turismo deve trabalhar. O primeiro pilar, “é naturalmente restaurar a confiança dos consumidores e restaurar a confiança dos viajantes. “Como é que vamos fazer? Fazemo-lo seguramente talvez no processo mais difícil que até hoje tivemos. Nunca realizámos um Vê Portugal numa situação pandémica e portanto é uma experiência”.

“Ninguém previa que houvesse em 2020 e 2021 uma situação que alterasse o paradigma tal qual nós o conhecemos e, por isso, é hoje muito importante percebemos como é que passamos da gestão de uma linha do medo para a gestão da linha da confiança e da esperança”, defende o responsável.

Para o presidente da Turismo do Centro de Portugal, o segundo pilar consiste em consolidar o turismo interno. “No Centro de Portugal quando lançámos esta discussão, há sete anos, praticamente mais de 60% dos nossos consumidores eram consumidores internos, que continuaram a ser em 2020 e que continuam a ser em 2021 e, por isso, esta base sustentável do crescimento assente na procura interna não vai ser muito diferente de outros mercados. Acredito mesmo que Espanha, França e outros mercados vão também apostar no mercado interno e, não sendo o nosso mercado interno muito numeroso, pelo menos está cá o ano todo, pode viajar várias vezes ao ano e pode consumir experiências do litoral ao interior e, sobretudo, valorizar territórios que de alguma forma não estavam até aqui na primeira linha da preferência dos nossos consumidores”, defende.

Como terceiro pilar, Pedro Machado aponta a conquista dos mercados internacionais. “É crítico para nós reforçarmos e reconquistarmos os mercados internacionais e, para isso, a tal perceção de segurança, que passa muito por medidas como foi o caso do Clean&Safe, o nosso certificado digital ou o passaporte verde. Portugal pode continuar a ser pioneiro neste processo da retoma dos fluxos turísticos internacionais”.

O presidente da Turismo do Centro aponta como quarto pilar fundamental o apoio às empresas. “Continuamos a pugnar para que as empresas que tiveram de facto, muitas delas, perdas muito substantivas, nomeadamente aquelas que foram obrigadas a fechar, o caso da restauração, mas também aqueles que, não tendo sido obrigados a fechar, acabaram por fechar uma vez que não tinham fluxos. E hoje percebemos a importância decisiva que é termos as nossas empresas já não num processo de sobrevivência, mas num processo de afirmação e de retoma”.

Por último, Pedro Machado aponta a estruturação de novos produtos turísticos como o quinto pilar.

O discurso de Pedro Machado ficou ainda marcado pela exortação de um turismo sustentável,  que “não é apenas ambiental, mas também é económico, cultural e social”. “Portugal tem ainda problemas estruturais para resolver, quer o caso da estadia média quer o caso da sazonalidade. Mas o problema da coesão é um problema que nós, em particular no Centro de Portugal, olhamos afincadamente. Temos ainda hoje diferentes níveis e velocidades de desenvolvimento turístico naturais em territórios que têm mais ou menos apetência ou mais ou menos fruição turística”.

O Vê Portugal – Fórum Turismo Interno, uma iniciativa do Turismo do Centro de Portugal, realizou-se esta quarta-feira, dia 26, e contou com mais de 617 inscritos.

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