Domingo, Maio 10, 2026
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Gat Rooms chega ao Porto em 2024

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A marca Gat Rooms, com unidades em Lisboa e Berlim, assinou um novo acordo para gerir um hotel no Porto que abrirá em 2024.

Segundo Eva Llopis, diretora de vendas e Marketing da Gat Rooms, o objetivo da marca é crescer enquanto cadeia hoteleira nos próximos cinco anos. A cidade do Porto sempre esteve nos planos da marca, pois a experiência alcançada com a unidade em Lisboa permitiu conhecer o mercado português.

“A boa experiência que temos tido em Lisboa e a facilidade com que a nossa marca foi integrada encorajaram-nos a expandir para outra cidade em Portugal e, neste caso, escolhemos o Porto porque satisfaz os requisitos do Gat Rooms, é uma cidade com muita atividade cultural e empresarial e a sua crescente procura faz dela um destino ideal para aumentar a nossa carteira”, refere a responsável.

A nova unidade no Porto fica localizada no centro da cidade, na Rua Júlio Dinis. Ainda é cedo para estabelecer uma data de abertura, afirma Eva Llopis, garantindo, no entanto, que “o desejo e o empenho que todos os membros de Gat Rooms puseram neste projeto farão com que “isso aconteça em tempo recorde”, esperando que possam abrir na segunda metade de 2024.

Como nasceu o conceito?

O nome Gat Rooms alude a uma espécie de gato urbano: “Inteligente, livre, curioso, fresco, amigável e acolhedor”, refere Eva Llopis, para em seguida explicar como tudo surgiu. “Com as primeiras companhias aéreas acessíveis veio um novo mercado: viajantes de fim-de-semana e de pequeno curso que adoravam cidades e, embora tivessem dinheiro para voar, não existiam hotéis acessíveis com os quais se pudessem identificar. Portanto, era evidente que tinha de haver um lugar para estes viajantes que, como nós, desejavam devorar o mundo a um preço acessível e com um elevado padrão cultural”, conta.

Os Gat Rooms nasceram para “satisfazer as suas necessidades em termos de design, conforto e descoberta da cidade. E esta é a nossa filosofia, permanecer uma empresa orientada para o cliente, proporcionando aos nossos hóspedes um amigo na cidade que visitam”, complementa.
A marca entrou em Portugal há 12 anos com um hotel em Lisboa no Rossio, um estabelecimento com 71 quartos. Nestes 12 anos foram feitos vários investimentos, mas o maior aconteceu há 5 anos quando o rés-do-chão foi aumentado, ganhando espaço para áreas comuns e uma sala de reuniões com capacidade para até 50 pessoas, conta.

“Sempre estivemos interessados em estar presentes nas principais capitais europeias, sendo uma empresa de origem espanhola, de Barcelona, em Portugal vimos uma proximidade geográfica e Lisboa sendo uma cidade com mar lembra-nos a nossa Barcelona”.

Devido à experiência adquirida ao longo de mais de 12 anos em Lisboa, a Gat Rooms não exclui a possibilidade de ter outra unidade em Lisboa, Porto ou qualquer outra cidade portuguesa que satisfaça os mesmos requisitos. “A nossa marca adaptou-se muito bem à filosofia do viajante que procura uma experiência especial num destino urbano mas com grande atividade cultural, social e uma mistura de tradição e modernidade”, declara.

Atividade em 2023

Passada a pandemia, a Gat Rooms não só recuperou os números de 2019, como os ultrapassou. “As ocupações foram sempre elevadas nos nossos hotéis, mas aumentámos as tarifas médias, por exemplo, para o mês de abril, se compararmos com 2019, os aumentos são de 12,9% no nosso hotel em Berlim e 17% no nosso hotel em Lisboa”, refere a responsável. Eva Llopis enumera outra diferença: “Atualmente o que estamos a notar é a recuperação da janela de reservas, durante os anos 2021 e 2022 recebemos muitas reservas de última hora e agora a antecipação está a ser restabelecida e está com uma média de 30 a 45 dias de antecedência. No entanto, a percentagem de vendas de última hora é ainda mais elevada do que em 2019”.

Júnior Suite do Gat Room Lisboa

O perfil de cliente da Gat Room é “o viajante curioso que está conhecer a cidade pela primeira vez e gosta de estar centralmente localizado para visitar as principais atrações turísticas a pé, de ter restaurantes com uma oferta gastronómica variada, uma oferta cultural e de lazer abundante e ligações de transporte nas proximidades”.

Eva Llopis acrescenta que os clientes querem um “serviço amigável, que permita consultar os rececionistas para qualquer assunto, fornecendo as orientações exatas de que necessitam”.

“É verdade que depois da pandemia o cliente se tornou mais digitalizado, têm mais canais para nos contactar e, por vezes, há perguntas antes da chegada sobre informações específicas ou eles próprios compilaram informações sobre o destino”, conta.

“Observamos também um perfil de cliente mais maduro, mais exigente, com gostos mais específicos e que gosta de ser tratado de uma forma mais personalizada”, complementa.

No caso da unidade em Portugal, os principais mercados são o Reino Unido, o mercado francês, espanhol, italiano, alemão. “Assistimos ainda a um boom nos turistas americanos a partir de meados de 2022”, conclui.

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