Terça-feira, Dezembro 9, 2025
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Golfe contribuiu com 760 milhões de euros para a economia nacional nos últimos dez anos

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Entre 2014 e 2024, a indústria do golfe contribuiu com um total de 760 milhões de euros para a economia nacional, de acordo com o estudo “Avaliação do Impacto da Indústria do Golfe em Portugal por via do Turismo Residencial e do Mercado Imobiliário”, desenvolvido pela NOVA SBE.

A análise foi apresentada no segundo dia da Golf Business Conference, que se realizou no Funchal de 10 a 12 de novembro, reunindo cerca de 150 profissionais da indústria.

O estudo foi realizado a pedido do Conselho Nacional da Indústria do Golfe (CNIG) e coordenado por João Duarte e Pedro Brinca. Este traz à tona vários resultados sobre o impacto do setor na economia portuguesa, nomeadamente que o golfe em Portugal vai muito além da prática desportiva, abrangendo uma ampla cadeia de valor que inclui o setor da construção, imobiliário e serviços imobiliários, exploração turística e turismo residencial.

A análise concluiu que o golfe constitui um motor de desenvolvimento económico e territorial, com impactos relevantes no emprego, na receita fiscal e na valorização do imobiliário turístico.

Entre as principais conclusões destacam-se a produção total, cujo valor ascende a 760,5 milhões de euros; o Valor Acrescentado Bruto (VAB), que chega a 407,9 milhões de euros; a receita fiscal (IVA e IRS), que atinge 70,2 milhões; e as remunerações, que alcançam 143,5 milhões.

Indústria do golfe cria anualmente 810 postos de trabalho

No que diz respeito à criação de emprego, o impacto direto e indireto “é muito elevado”, com a criação de uma média anual de 810 postos de trabalho a tempo inteiro.

A componente da construção representa a maior fatia do impacto, representando 679 milhões de euros em produção e 344 milhões de euros em VAB. Já as atividades de venda e revenda imobiliária associadas ao golfe totalizam 81 milhões de euros, refletindo a crescente procura de empreendimentos turísticos com campo de golfe ou localizados nas suas imediações.

Peso crescente no turismo residencial e imobiliário nacional

O estudo revela ainda que o golfe representa 12% da construção total do setor do turismo residencial e resorts, 12% da mediação imobiliária de venda e 24% da mediação de revenda.

Adicionalmente, os imóveis localizados dentro ou ao redor dos campos de golfe valorizam 20%. Os maiores prémios concentram-se em imóveis adjacentes ou com vista direta para os campos, enquanto o efeito de distância linear tende a dissipar-se.

Estes números, segundo a análise, evidenciam o papel central do golfe “no posicionamento de Portugal como destino de investimento turístico e residencial de alta qualidade”.

O relatório refere que o “prémio imobiliário” associado à proximidade de campos de golfe é significativo — com imóveis adjacentes a campos a registarem um valor médio 19% superior em comparação com propriedades fora desses empreendimentos, segundo dados da European Tour Destinations.

Para João B. Duarte, coordenador do estudo na NOVA SBE, os resultados deste estudo “confirmam que o golfe é um setor estratégico para o país, com efeitos estruturais que ultrapassam o turismo e se estendem à construção e ao investimento residencial. É um ativo económico com forte capacidade de criação de valor e emprego”.

Por sua vez, Nuno Sepúlveda, presidente do CNIG, sublinha que “estes dados vêm confirmar, com base científica, a relevância económica e social da indústria do golfe em Portugal. O setor é hoje um pilar do turismo de qualidade e um fator de competitividade internacional do país, que deve ser valorizado”.

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