Apesar de o impasse político em Washington ter chegado ao fim, os aeroportos norte-americanos deverão continuar a enfrentar atrasos e cancelamentos nos próximos dias. A retoma dos serviços públicos será gradual, pelo que o impacto da paralisação – a mais longa da história dos Estados Unidos – ainda se fará sentir.
O presidente Donald Trump promulgou, na noite de quarta-feira, 12 de novembro, uma lei orçamental aprovada horas antes pela Câmara dos Representantes, assegurando o financiamento do setor público até 30 de janeiro de 2026. Até essa data, será necessário chegar a um novo consenso para o ciclo de financiamento seguinte, para evitar outro impasse.
Segundo dados da associação Airlines for America, desde 1 de outubro, mais de 5,2 milhões de passageiros foram afetados por atrasos e cancelamentos provocados pela escassez de pessoal nos aeroportos. As companhias aéreas cancelaram mais de 9.000 voos em todo o país, depois de a Administração Federal de Aviação (FAA) ter imposto cortes nas operações na semana passada.
Conforme escreve a Euronews, esta redução do serviço visa aliviar a pressão sobre as torres de controlo, que operam com equipas reduzidas desde o início do shutdown. Na terça-feira, cerca de 1.200 voos domésticos foram cancelados, quando a FAA aumentou o limite de cortes de 4% para 6% nos principais aeroportos norte-americanos.
O secretário dos Transportes, Sean Duffy, reconheceu uma ligeira melhoria no número de cancelamentos, resultado do regresso de alguns controladores ao trabalho após o anúncio do acordo orçamental.
Ainda assim, a FAA não definiu uma data para levantar as restrições. Duffy reforçou esta terça-feira que os cortes vão manter-se enquanto os níveis de segurança e pessoal não forem restabelecidos.
Os aeroportos de Denver, Atlanta, Chicago, Dallas e Nova Iorque continuam entre os mais afetados. As companhias regionais – como a SkyWest e a Republic – são as mais penalizadas, já que operam muitas das rotas regionais que as grandes companhias suspenderam.



