Berta Cabral, secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas dos Açores, disse esta sexta-feira, 7 de outubro, que o Governo fará tudo o que estiver ao seu alcance para salvar a SATA e, caso a privatização da Azores Airlines falhe, agirá para garantir a mobilidade.
“Nós [Governo Regional] queremos manter a SATA Internacional [Azores Airlines] e, por isso mesmo, é que estamos neste processo de forma imposta pela Comissão Europeia, em função de uma gestão que a levou ao estado de impossibilidade absoluta de continuar a existir. E os responsáveis são, sem dúvida nenhuma, os governos até 2020. Não é de agora”, disse Berta Cabral.
A governante, que falava na comissão especializada permanente de Economia, na Horta, a propósito do Plano e Orçamento dos Açores para 2026, que vai ser discutido e votado este mês, adiantou que “está a vir ao de cima toda uma situação absolutamente crítica de uma gestão, ao longo de dezenas e dezenas de anos”.
“A Comissão Europeia impôs esta solução. A alternativa era bem pior. Portanto, nós estamos a querer salvar a empresa, ter a empresa em atividade nos Açores, porque consideramos que isso é importante, e vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que isso aconteça”, disse Berta Cabral, em resposta ao deputado único do BE António Lima.
Questionada sobre as medidas que o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) tem para salvaguardar a mobilidade dos açorianos caso o processo de privatização falhe, a secretária regional respondeu que é preciso aguardar pelo desfecho final.
“Se alguma coisa não ocorrer como nós esperamos, depois, nessa altura, havemos de agir em conformidade para repor a mobilidade dos açorianos, para garantir a normal atividade económica na região e para garantir, também, o sucesso de um setor de atividade, como é o caso do turismo”, assegurou.
Na opinião de Berta Cabral, “não vale a pena dramatizar”, apontando que a Madeira, com elevada procura turística, não tem companhia aérea.
“E não faltam regiões insulares por esse mundo fora que não têm companhias aéreas para movimentar o seu turismo. Há sempre solução quando se está numa economia de mercado”, concretizou, alegando que o mercado “tem sempre forma de se reacomodar e de criar as situações de equilíbrio”.
“O que está no caderno de encargos [da privatização da Azores Airlines] garante a mobilidade. Tudo o resto será, naturalmente, normal e natural, como acontece em todas as outras regiões insulares que não têm companhias aéreas”, rematou.
Neste momento, está a ser negociada a privatização da Azores Airlines com o consórcio Newtour/MS Aviation. Presente na comissão especializada, Duarte Freitas, secretário regional das Finanças, admitiu a possibilidade de uma negociação particular ou o encerramento da companhia, caso não seja possível alcançar um acordo.
Contudo, disse que “ninguém ainda consegue trilhar” qual será o caminho do grupo SATA se o processo de privatização da Azores Airlines falhar.






