Sábado, Maio 28, 2022
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“Há uma nova dose de incerteza e a possibilidade da crise se alongar”, admite Pedro Costa Ferreira

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) afirmou este sábado, dia 27 de novembro, que a crise provocada pela pandemia “teve uma nova dose de incerteza há poucos dias e, quando há uma nova crise de incerteza, há possibilidade da crise se alongar e adensar”.

Pedro Costa Ferreira, que falava na abertura da 17ª convenção da GEA, que decorre este fim-de-semana, em Fátima, referia-se à quinta vaga da pandemia que já levou vários países a tomar novas medidas restritivas, incluindo Portugal.

Referindo-se a esta crise como “a maior as nossas vidas”, o presidente da APAVT afirmou que não há como dizer que “todos nos vamos salvar”. Pedro Costa Ferreira considera que “o momento definitivo de retoma será também o maior desafio” para o setor da distribuição: “Será nesse momento que as necessidades de tesouraria se vão verdadeiramente notar. Não é o com o início da retoma que as nossas dificuldades acabam, é com o início da retoma que se inicia uma nova maratona de recuperação”.

Apesar de “algum sentimento de impotência que nos tem acompanhado até hoje”, o responsável máximo da APAVT diz estar “otimista”. “Olho para uma sala que está cheia e disposta a lutar num universo que, o total é mais que a soma das partes. Este processo de entreajuda é importante. Estou também otimista porque se revelaram-se uma série de oportunidades para as agências de viagens. Houve muita gente que na crise perdeu muito dinheiro, que estava envolvida em processos de reservas distantes das agências de viagens, em virtude disso, existiram novas procuras que se aproximaram das agências. E a extraordinária complexidade das restrições à mobilidade fizeram sublinhar um dos pilares da existência das agências, ou seja, a informação é muito diferente de conhecimento. Há toda a informação na internet mas isso é diferente da conseguirem transformar em algo de útil. Isso também nos deve criar algum otimismo”.

O sentimento de impotência a que se referiu Pedro Costa Ferreira é também explicado pela crise política: “Esta impotência agrava-se também, momentaneamente, pela crise política, que dá aos nossos políticos o melhor alibi de todos: “Eu até gostava de fazer, mas não posso”. Também não vai ajudar à resolução dos apoios que são mais necessários hoje do que no início da crise e que exigem uma resposta dinâmica que, com a crise política, vai ser mais difícil”, constatou.

Sobre as oportunidades que surgiram com a pandemia, Pedro Costa Ferreira diz que é preciso agarrá-las no imediato: “Estas oportunidades são de curto prazo e o desafio é transformarmos estas oportunidades num negócio futuro, a médio e longo prazo. É esse trabalho que nos separa hoje de uma nova realidade mais feliz para todos. É nesta convenção que de certa maneira voltamos a iniciar um trabalho que espero que nos leve a bom porto”, concluiu.

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