Quinta-feira, Fevereiro 22, 2024
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Hotéis de Macau com mais hóspedes e mais caros em novembro do que antes da pandemia

Os estabelecimentos hoteleiros de Macau acolheram em novembro mais hóspedes e cobraram mais dinheiro por cada quarto do que em igual mês de 2019, antes do início da pandemia, segundo dados oficiais divulgados esta sexta-feira.

De acordo com a Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o número de hóspedes nos 46 mil quartos em 141 hotéis e pensões da região chinesa ultrapassou 1,2 milhões, mais 3,6% do que em novembro de 2019 e quase o triplo em comparação com o mesmo período do ano passado.

O preço médio dos quartos de hotel em Macau também aumentou em novembro, subindo 86,5% em comparação com o mesmo período de 2022, de acordo com dados da Associação de Hotéis de Macau, que reúne 43 hotéis locais.

Um relatório, divulgado pela Direção dos Serviços de Turismo (DST), revelou que o preço médio se fixou em 1.401 patacas (157,2 euros) em novembro, mais 4,3% do que no mesmo mês de 2019, antes do início da pandemia.

Pelo contrário, a ocupação média, que se fixou em 82,3% em novembro, continua a ser 9,5 pontos percentuais abaixo de 2019, embora represente um aumento de 43,7 pontos percentuais face a 2022, disse a DSEC num comunicado.

Nos primeiros 11 meses de 2023, os hotéis e pensões de Macau acolheram 12,2 milhões de hóspedes, mais 162,9% do que em igual período do ano passado, e com uma ocupação média de 81%, mais do dobro do registado entre janeiro e outubro de 2022, revelou a DSEC.

No entanto, estes valores ainda estão aquém dos registados no mesmo período de 2019, revelando uma queda de 637 mil hóspedes e uma redução de 10,6 pontos percentuais na ocupação.

Na quarta-feira, a DST revelou que a ocupação hoteleira atingiu 90,8% no período de Natal (entre 23 e 26 de dezembro).

Os números traduzem uma recuperação no setor do turismo de Macau, que anunciou em dezembro de 2022 o cancelamento da maioria das medidas de prevenção e contenção no território, que, à semelhança da China continental, seguiu a política “zero covid”.

No início de janeiro, a região chinesa abriu as fronteiras a todos os estrangeiros, incluindo turistas, invertendo uma proibição que durou durante quase três anos.

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