A hotelaria concentrou 37% do investimento em imobiliário comercial realizado em Portugal no primeiro semestre de 2026, com mais de 500 milhões de euros investidos no setor, segundo o estudo Southern Europe Investment Market Overview H1 2026, da Cushman & Wakefield.
No total, o mercado português de imobiliário comercial registou um volume de investimento de 1,37 mil milhões de euros entre janeiro e junho, mais 13% do que no mesmo período de 2025. A hotelaria foi o setor que mais capital captou, seguida pelo retail, com 30% do investimento.
Segundo a Cushman & Wakefield, o desempenho da hotelaria “reflete uma confiança sustentada na indústria turística portuguesa”, mantendo o setor como o principal destino do investimento imobiliário comercial no país no primeiro semestre.
O investimento hoteleiro em Portugal representou 37% do capital aplicado no mercado, enquanto os restantes ativos alternativos, onde se incluem data centres e senior housing, continuaram a ganhar peso.
A atividade de investimento em Portugal manteve-se concentrada em operações de maior dimensão. As cinco maiores transações representaram “quase 50%” do volume total de investimento no primeiro semestre, segundo o estudo.
No conjunto de Portugal, Espanha e Itália, o investimento imobiliário atingiu 18,2 mil milhões de euros nos primeiros seis meses de 2026, mais 39% em termos homólogos. A hotelaria representou 24% deste volume, colocando-se entre os setores que mais capital atraíram na região.
A Espanha concentrou 9,1 mil milhões de euros do investimento imobiliário do Sul da Europa, enquanto a Itália registou 7,75 mil milhões e Portugal 1,37 mil milhões.
No mercado espanhol, a hotelaria captou 2,6 mil milhões de euros no primeiro semestre, correspondentes a 28% do investimento total no país. Em Itália, a Cushman & Wakefield aponta para um reforço da procura dos investidores por ativos hoteleiros, sobretudo através de oportunidades de valorização e reposicionamento.
No caso português, o estudo destaca ainda que o investimento em hotelaria surge num contexto de procura por ativos ligados à atividade turística, enquanto os investidores continuam a privilegiar, noutros segmentos, ativos de primeira linha e oportunidades de reposicionamento.




