Domingo, Julho 14, 2024
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Hoti Hotéis alcança recorde de receitas em 2023 e projeta crescimento para 110 M€ em 2024

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Manuel Proença, fundador da Hoti Hotéis, anunciou que o ano de 2023 “correu muitíssimo bem” e que o grupo “cumpriu todos os seus objetivos”. No ano passado, as receitas totais do grupo hoteleiro alcançaram um “recorde absoluto”, tendo atingido os 102 milhões de euros, o que representa um crescimento de 22% face a 2022. Para 2024, o grupo prevê alcançar os 110 milhões de euros.

Destes 102 milhões de euros, 73 milhões referem-se às receitas de alojamento, enquanto 43 milhões correspondem ao GOP (Gross Operating Profit). Ambos registaram aumentos de 35/40% em comparação com o período pré-pandemia, conforme anunciado pelos responsáveis num encontro com a imprensa que decorreu esta sexta-feira.

Os fatores impulsionadores do crescimento das receitas em 2023 incluíram o facto de ser o primeiro ano pleno após a pandemia, um aumento do preço médio em 20% face a 2019 (alcançando os 91,3€) e um aumento de 10 pontos percentuais na taxa de ocupação em comparação com 2022, situando-se em 74,5%.

Quanto aos principais custos em 2023, Miguel Proença destacou que, apesar das preocupações inicialmente negativas em relação aos custos de energia, “felizmente, essas expectativas não se concretizaram”. O CEO do grupo apontou o aumento dos preços dos consumos recorrentes e dos vencimentos como os fatores mais impactantes nos custos. No entanto, enfatizou que, apesar do aumento nos custos totais, a receita global também registou um aumento.

O RevPar (receita por quarto disponível) global do grupo em 2023 foi de 68€, superando a previsão de 63,4€. Comparativamente, em 2022, o RevPar foi de 58,7€ e em 2019 de 55,4€, demonstrando um aumento de 22,8% desde o período pré-pandemia.

As unidades com maior faturação em 2023 foram o TRYP Caparica (11 milhões de euros), o Meliá Lisboa Aeroporto (10,9 milhões de euros), o Madeira Mare (9,2 milhões de euros) e o Meliá Braga (9,1 milhões de euros).

Em 2024, o grupo estima um crescimento de 8% nas receitas totais, atingindo os 110 milhões de euros, baseado numa previsão de aumento de 4,5% no preço médio e de 3,5% na taxa de ocupação. A visão a longo prazo inclui a ambição de atingir receitas na ordem dos 150 milhões de euros.

Principais mercados

Em relação aos principais mercados, o mercado nacional lidera com um crescimento de 37% face a 2019, seguido por Espanha – que teve uma estabilização em 2023 – e Alemanha com incrementos de 28%. O mercado americano ocupa a quarta posição, registando um crescimento de 136%, enquanto o Reino Unido fica em quinto, com um aumento de 64%.

Em dezembro de 2023, o grupo contava com 1040 colaboradores, e a escassez de mão-de-obra persiste como um desafio, levando Miguel Proença a destacar a necessidade de considerar a habitação dos colaboradores nos futuros projetos.

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