Domingo, Junho 16, 2024
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IATA: Receitas das transportadoras vão aumentar em 2024 “mas as margens de lucro continuarão reduzidas”

As receitas das companhias aéreas deverão atingir um recorde em 2024, de acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). No entanto, embora os lucros devam aumentar no próximo ano, a previsão aponta que as margens de lucro permanecerão reduzidas, situando-se em 2,7%.

O grupo sediado em Montreal afirmou, na quarta-feira, que a receita total deverá crescer 7,6% em relação ao ano anterior, atingindo os 964 mil milhões de dólares (894 mil milhões de euros). Além disso, prevê-se que cerca de 4,7 mil milhões de passageiros viajem de avião em 2024, ultrapassando o nível pré-pandémico de 4,5 mil milhões registado em 2019.

Os lucros líquidos deverão atingir os 25,7 mil milhões de dólares em 2024 (23,8 mil milhões de euros), marcando uma margem de lucro de 2,7%, ligeiramente superior aos 2,6% registados em 2023. As despesas deverão aumentar 6,9% em relação a 2023, impulsionadas pelos preços do combustível de aviação estimados em média a 113,80 dólares por barril (de aviação) em 2024 (cerca de 105,5€), representando 31% de todos os custos operacionais da indústria aérea.

“Considerando as grandes perdas dos últimos anos, os 25,7 mil milhões de dólares de lucro líquido esperados em 2024 (23,8 mil milhões de euros) são um tributo à resiliência da aviação. A velocidade da recuperação tem sido extraordinária, no entanto, parece também que a pandemia custou à aviação cerca de quatro anos de crescimento”, afirmou Willie Walsh, diretor-geral da IATA, no comunicado de imprensa.

Walsh reconheceu que uma margem de lucro de 2,7% “está muito abaixo do que os investidores em quase qualquer outra indústria aceitariam”, culpando a regulação rigorosa, os elevados custos de infraestrutura e os problemas na cadeia de abastecimento.

Os dados de pesquisa de passageiros da IATA em novembro apresentam um cenário otimista, com um terço dos viajantes a afirmar que estão a viajar mais do que antes da pandemia, enquanto 44% planeiam aumentar as suas viagens nos próximos 12 meses em comparação com o período anterior.

A análise regional revela que a América do Norte, a Europa e o Médio Oriente experimentaram uma recuperação mais rápida, com previsão de lucros líquidos para cada uma em 2023. A Ásia-Pacífico espera-se que se junte a este grupo em 2024, enquanto a América Latina e África ainda enfrentam desafios, prevendo-se que registem perdas no próximo ano. A América do Norte destaca-se na performance financeira, com a IATA a observar que os gastos do consumidor foram fortes apesar das pressões do custo de vida.

Relativamente à receita de carga, persiste a volatilidade, com uma projeção de queda para 111 mil milhões de dólares em 2024 (103 mil milhões de euros), abaixo do recorde de 210 mil milhões em 2021 (195 mil milhões de euros), mas ainda superior aos 101 mil milhões registados em 2019 (94 mil milhões de euros).

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