Sábado, Abril 13, 2024
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IATA: Reservas para o verão crescem 35% em relação ao ano passado

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) divulgou um relatório esta terça-feira, 16 de maio, que revela níveis elevados de confiança entre os viajantes para a temporada de férias de verão no hemisfério norte. De acordo com os dados de reservas antecipadas para os meses de maio a setembro, registou-se um aumento de 35% em relação aos níveis de 2022.

A pesquisa que decorreu no primeiro trimestre, e que envolveu 4.700 viajantes de 11 países, revelou que 79% dos viajantes entrevistados planeavam fazer uma viagem entre junho e agosto de 2023. Embora 85% tenham dito que as interrupções durante a época de maior movimento não devem ser uma surpresa, 80% afirmaram que esperavam viagens tranquilas, uma vez que os problemas pós-pandemia teriam sido resolvidos.

Os dados de reservas antecipadas indicam que o maior crescimento é esperado na Região da Ásia-Pacífico (134,7%), no Médio Oriente (42,9%), Europa (39,9%), África (36,4%), na América Latina (21,4%) e na América do Norte (14,1%).

“As expectativas são altas para a temporada de férias de verão no hemisfério norte, este ano. Para muitos, esta será a sua primeira experiência de viagem pós-pandemia. Embora algumas interrupções possam ser esperadas, há uma clara expectativa de que os problemas de aumento da capacidade enfrentados em alguns aeroportos-chave em 2022 tenham sido resolvidos”, afirmou Nick Careen, Vice-Presidente Sénior de Operações, Segurança e Proteção da IATA.

Para dar resposta à forte procura, Nick Careen frisa que “as companhias aéreas estão a planear horários com base na capacidade declarada pelos aeroportos, controlo de fronteiras, operadores terrestres e prestadores de serviços de navegação aérea. Nos próximos meses, todos os intervenientes do setor precisam de cumprir”, acrescentou.

A IATA demonstra-se “preocupada” com a instabilidade laboral, especialmente em França. A associação indica que os dados do Eurocontrol, sobre o impacto das greves francesas no início deste ano, mostram que os cancelamentos podem aumentar em mais de um terço.

“Devemos manter um olhar muito atento à Europa, onde as greves causaram perturbações significativas no início deste ano. Os governos devem ter planos de contingência eficazes para garantir que as ações dos prestadores de serviços essenciais, como o controlo de tráfego aéreo, mantenham níveis mínimos de serviço e não perturbem as merecidas férias dos viajantes nem coloquem em risco os meios de subsistência dos profissionais do setor das viagens e do turismo”, afirmou Careen.

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