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JAM Lisbon: Já abriu o primeiro hotel eco-friendly de construção passiva em Portugal

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O Hotel JAM Lisbon, uma propriedade do grupo belga Nelson Group, realizou a sua inauguração oficial nesta quinta-feira, 26 de outubro, após um período de “soft opening” que decorreu nos meses de agosto e setembro. Este eco-friendly hotel é o segundo projeto da marca JAM Hotels, seguindo o primeiro em Bruxelas, inaugurado em 2016, com planos futuros para abrir um terceiro em Gante, na Bélgica, e um quarto na cidade do Porto, Portugal.

A JAM Hotels, pertencente ao grupo Nelson, está empenhada em revolucionar o setor hoteleiro com o seu compromisso social e ambiental, visando promover a hospitalidade sustentável e responsável.

De acordo com os representantes do hotel, o conceito da JAM Hotels baseia-se na valorização das estruturas e locais existentes. Cada edifício, seja uma antiga escola de arquitetura em Bruxelas, um edifício de escritórios desatualizado em Lisboa ou mesmo um quartel militar em Gante, é transformado num espaço aberto e em funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana.

Uma das características mais marcantes deste hotel é a sua eficiência energética. Este é o primeiro edifício passivo em Portugal, o que significa que foi projetado para minimizar o consumo de energia para aquecimento e arrefecimento. Estima-se que este hotel consuma menos 90% de energia do que uma construção convencional. Esta abordagem reduz significativamente a necessidade de sistemas de aquecimento ou arrefecimento convencionais, tornando o edifício mais sustentável e económico em termos energéticos.

No caso do JAM, esta filosofia está presente no consumo mínimo de energia, nos painéis solares e no sistema de recuperação de calor para a água do duche. A modularidade é outro aspeto a destacar: desde os bancos, cadeiras e sofás no lobby do hotel, que são reaproveitamentos de materiais inicialmente usados para outros fins, até aos quartos, em que todo o mobiliário é adaptável para futuras necessidades que possam surgir. Assim, nenhum dos materiais usados neste hotel está destinado para um único fim e pode ter sempre uma segunda vida.

A sustentabilidade é um pilar fundamental do hotel, que seleciona sempre parceiros com certificações de sustentabilidade, como a equipa de housekeeping que utiliza somente produtos ecolabel.

O hotel destaca-se pela sua decoração única, utilizando principalmente materiais que seriam descartados, como madeira proveniente do Pinhal de Leiria, que sofreu um incêndio em 2017. Como explica um dos representantes do grupo, no JAM Lisbon “nada é colocado ao acaso, tudo é especial e extremamente eficiente”.

A JAM Hotels colaborou com artistas locais para dar vida ao design do hotel. De facto, mais de dez artistas e designers contribuíram para o design desta unidade, desde a iluminação aos tapetes e às cerâmicas para a piscina. Trata-se de uma colaboração que promove a reciclagem e reflecte uma visão partilhada do design, da arte e da sustentabilidade. “Esta exposição lança as primeiras bases para vos apresentar o nosso hotel do futuro. Encarna na perfeição os valores fundamentais da JAM, misturando criatividade, colaboração e inovação”, dizem os fundadores.

O JAM Lisbon incorporou materiais reciclados de forma criativa em todo o seu design. Os rodapés do hotel e as cabeceiras das camas são feitos com borracha 100% reciclada. As portas têm uma camada de lixa, que é desperdício de fábricas, o chão do lobby é feito com aparas de mármore, e o chão dos quartos é de cortiça. Alguns candeeiros são fabricados com cimento reciclado da própria construção do hotel e os cortinados dos quartos são feitos a partir de tapetes reciclados, ou “trapilho”. Outro exemplo de engenhosidade é a reutilização de pedaços partidos de mármore para criar as placas com os números dos quartos, que se encontram junto à porta.

O Hotel JAM Lisbon possui 100 quartos, com capacidade para duas, quatro ou seis pessoas, sendo ideal para famílias numerosas ou grupos de amigos. Os quartos não dispõem de televisão, mas oferecem um sistema de Bluetooth para ouvir música, promovendo uma experiência mais interativa e personalizada para os hóspedes. O hotel também é pet-friendly, permitindo que os hóspedes tragam os seus companheiros de quatro patas para desfrutar da estadia.

Além disso, o hotel oferece um restaurante, o Mojjo, que serve autêntica comida portuguesa e está aberto ao público, bem como uma cafeteria no lobby. A unidade também conta com um rooftop que abriga um bar que serve tapas, e que está aberto todos os dias das 11:00 à 00:00, e uma piscina revestida com azulejos da artista portuguesa Bela Silva.

O lobby é um espaço multifuncional que, além de uma cafetaria, inclui uma área de co-working com espaços individuais de trabalho, insonorizados com cortiça, e uma cozinha feita com materiais reciclados da construção do hotel.

Apesar de não ter realizado campanhas promocionais em agosto, o mês de abertura em soft opening, o Hotel JAM Lisbon obteve uma ocupação de 80%, com uma tendência similar em setembro. O hotel atraiu principalmente famílias jovens em agosto, e em setembro, uma variedade de hóspedes, incluindo famílias, jovens e grupos diversos.

Os proprietários do Hotel JAM Lisbon estão empenhados em “devolver à comunidade local”. Além de colaborarem com artistas portugueses, também recomendam negócios locais aos hóspedes e permitem que os locais aproveitem o hotel para diversas atividades, desde tomar um café até trabalhar no espaço de co-working. Também pretendem proporcionar aos seus hóspedes um turismo “mais consciente, autêntico e local”.

Além disso, o hotel estará aberto para visitas guiadas ao público todos os sábados, às 14:00, de 27 de outubro a 27 de novembro. Basta dirigir-se à receção para explorar este espaço único, que se assemelha a uma exposição artística.

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